quarta-feira, 8 de setembro de 2010

ESCÂNDALO DA RECEITA: SERRA X AÉCIO

NESTE ARTIGO MARCOS COIMBRA MOSTRA DIREITINHO COMO A MÍDIA OPEROU O ESCÂNDALO DA RECEITA... INCLUSIVE COM CAMPANHA CASADA... ISTO É A MÍDIA DENUNCIA, SERRA AMPLIFICA ...
ELE SÓ NÃO ALERTOU PARA O HISTÓRICO DE SETEMBRO DE 2009, EM QUE SERRA E AÉCIO SE DEGLADIAVAM PARA VER QUEM SERIA O CANDIDATO DO PSDB, INCLUSIVE COM PRODUÇÃO DE DOSSIÊS DE AMBAS AS PARTES E BOATOS PLANTADOS EM JORNAIS E BLOGS, COMO JÁ CITEI EM POSTAGEM ANTERIOR... O CASO DA AGRESSÃO DE AÉCIO EM SUA NAMORADA E O CASO DO "PÓ PARA GOVERNADOR"... PORTANTO SERRA JÁ TINHA APELADO FEIO... E AÉCIO CONTRA-ATACOU... E AÍ ENTRA O LIVRO DE AMAURY RIBEIRO QUE SAIRÁ DEPOIS DAS ELEIÇÕES... MAS ISSO VC NÃO VÊ NA MÍDIA... MAS PODE PESQUISAR AQUI NA INTERNET...

Marcos Coimbra: a “bomba” contra Dilma teve impacto nulo
Quem, nas duas últimas semanas, leu os colunistas dos “grandes jornais” (os três maiores de São Paulo e Rio) deve ter notado a insistência com que falaram (ou deixaram implícito) que as eleições presidenciais não estavam definidas. Contrariando o que as pesquisas mostravam (a avassaladora dianteira de Dilma), fizeram quase um coro de que “nada era definitivo”, pois fatos novos poderiam alterar o cenário.
Por Marcos Coimbra*, no Correio Braziliense
Talvez imaginassem (desconfiassem, soubessem) que uma “bomba” iria explodir. Tão poderosa que mudaria tudo. De favorita inconteste, Dilma (quem sabe?) desmoronaria, viraria poeira.
Veio o fato novo: o “escândalo da Receita”. Durante dias, foi a única manchete dos três jornais. É muito? Certamente que sim, mas é pouco, em comparação ao auxílio luxuoso da principal emissora de televisão do país. Fazia tempo que um evento do mundo político não ganhava tanto destaque em seus telejornais. Houve noites em que recebeu mais de 10 minutos de cobertura (com direito a ser tratado com o tom circunspecto que seus apresentadores dedicam aos “assuntos graves”).
Hoje, passados 15 dias de quando “estourou” o “escândalo”, as pesquisas mostram que seu impacto foi nulo. A “bomba” esperada pelos que torciam pelo fato novo virou um traque.
Por mais que os “grandes” jornais tenham se esforçado para fazer do “escândalo da Receita” um divisor de águas, ele acabou sendo nada. Tudo continuou igual: Dilma lá na frente, Serra lá atrás.
Tivemos, nesses dias, uma espécie de dueto: um dia, essa imprensa publicava alguma coisa; no outro, a comunicação da campanha Serra a amplificava, dando-lhe “tom emocional”. No terceiro, mais um “fato” era divulgado, alimentando a campanha com um novo conteúdo. E assim por diante.
Um bom exemplo: o “lado humano” da filha de Serra ser alvo dos malfeitores por trás do “escândalo”. Noticiado ontem, virou discurso de campanha no dia seguinte, com direito a tom lacrimejante: “estão fazendo com a filha do Serra o mesmo que fizeram com a filha do Lula”.
Há várias razões para que a opinião pública tenha tratado com indiferença o “escândalo”. A primeira é que ele, simplesmente, não atingiu a imensa maioria do eleitorado, por lhe faltarem os ingredientes necessários a se tornar interessante. O mais óbvio: o que, exatamente, estava sendo imputado a Dilma na história toda? Se, há mais de ano, alguém violou o sigilo tributário de Verônica Serra e de outras pessoas ligadas ao PSDB, o que a candidata do PT tem a ver com isso? É culpa dela? Foi a seu mando? Em que sua candidatura se beneficiou?
A segunda razão tem a ver, provavelmente, com a dificuldade de convencer as pessoas que o episódio comprove o “aparelhamento do Estado pelo PT” ou, nas palavras do candidato tucano, a “instrumentalização” do governo pelo partido. Será que é isso mesmo que ele revela?
Se a Receita Federal fosse “aparelhada” ou “instrumentalizada”, por que alguém, a mando do PT (ou da campanha), precisaria recorrer a um estratagema tão tosco? Por que se utilizaria dos serviços de um despachante, mancomunado com funcionários desonestos? Não seria muito mais rápido e barato acessar diretamente os dados de quem quer que seja?
Não se discute aqui se alguém quis montar um dossiê anti-Serra ou se ele chegou a existir. Sobre isso, sabemos duas coisas: 1) é prática corrente na política brasileira (e mundial) a busca de informações sobre adversários, que muitas vezes ultrapassa os limites legais; 2) o tal dossiê nunca foi usado. As vicissitudes da candidatura Serra ao longo da eleição não têm nada a ver com qualquer dossiê.
O próprio “escândalo” mostra que a Receita Federal possui sistemas que permitem constatar falhas de segurança, rastrear onde ocorrem e identificar responsáveis. É possível que, às vezes, alguém consiga driblá-los. No caso em apreço, não.
No mundo perfeito, a Receita é inexpugnável, não existem erros médicos na saúde pública, todos os professores são competentes, não há guardas de trânsito que aceitam uma “cervejinha”. Na vida real, nada disso é uma certeza.
Todos esperam que o governo faça o que deve fazer no episódio (e em todas as situações do gênero): investigue as falhas e puna os responsáveis. Ir além, fazendo dele um “escândalo eleitoral”, é outra coisa, que não convence, pelo que parece, a ninguém.
* Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

terça-feira, 7 de setembro de 2010

QUEBRA DE SIGILO: SERRA X AÉCIO ISSO ERA BRIGA DE TUCANOS DESPENADOS

PARA LEMBRAR QUE JÁ TINHAMOS EXPLICADO ISSO EM SETEMBRO... AGORA A FOLHA NA TENTATIVA DE AJUDAR O SERRA VAZOU INFORMAÇÕES DA INVESTIGAÇÃO DA PF SOBRE A QUEBRA DE SIGILO DA RECEITA DA FAMÍLIA DO SERRA, ASSOCIANDO O JORNALISTA AMAURY A CAMPANHA DE DILMA... MENTIRA... COMO JÁ TÍNHAMOS EXPLICADO EM SETEMBRO (VEJA ABAIXO) AMAURY TRABALHAVA PARA O ESTADO DE MINAS, NUMA CONTRA-ESPIONAGEM A SERVIÇO DA PRÉ-CANDIDATURA DE AÉCIO... POIS SERRA TINHA ATACADO AÉCIO COM DOSSIÊS E BOATOS DE QUE AÉCIO TINHA BATIDO NA MULHER, QUE AÉCIO CHEIRAVA COCAINA (ISTO ESTÁ NUM ARTIGO DA FOLHA: PÓ PARA GOVERNADOR) PORTANTO AÉCIO CONTRA-ATACOU E UTILIZOU DOS SERVIÇOS DE AMAURY, REPORTER INVESTIGATIVO... E AGORA COMO PODEMOS VER ELE QUE PEDIU A QUEBRA DE SIGILO DOS PRÓXIMOS A SERRA... ERA BRIGA DE TUCANO COMO JÁ DISSEMOS... AÉCIO QUERIA PRÉVIAS NO PSDB E SERRA QUERIA ANIQUILAR AÉCIO, POIS SABIA QUE NAS PRÉVIAS INTERNAS AÉCIO GANHARIA...

QUE PENA QUE A MÍDIA SAFADA QUE TEM LADO NÃO EXPLICA DIREITINHO, MAS PARA QUEM É INTELIGENTE É SÓ VER AS DATAS... SETEMBRO DE 2009, NESTA ÉPOCA NEM EXISTIA CANDIDATURA DILMA, MAS EXISTIA A BRIGA DOS TUCANOS...

(post antigo)
SE VOCÊ NÃO ENTENDEU POR QUE A MÍDIA FALA TANTO EM QUEBRA DE SIGILO...? POR QUE ESTÃO TENTANDO PRODUZIR UMA SENSAÇÃO DE ESCÂNDALO..? POR QUE ESTÃO TENTANDO COLAR NO PT E NA DILMA A CULPA DA QUEBRA DO SIGILO...? É A TENTATIVA DESESPERADA DE LEVAR A ELEIÇÃO AO SEGUNDO TURNO...

MAS REPRODUZO UM ARTIGO ABAIXO QUE MOSTRA ONDE TUDO PODE TER COMEÇADO... COMO JÁ SABEMOS FOI EM SETEMBRO DE 2009, NESTA ÉPOCA DILMA NEM SERRA ERAM CANDIDATOS... E O QUE ESTAVA ACONTECENDO NA VERDADE NAQUELA ÉPOCA ERA UMA BRIGA ENTRE AÉCIO E SERRA PARA VER QUEM SERIA O CANDIDATO DO PSDB... E COMO É COSTUME DO SERRA ELE COMEÇOU A MANDAR RECADOS A AÉCIO, A INVESTIGAR E PRODUZIR DOSSIÊS CONTRA AÉCIO... SÓ PARA LEMBRAR SAIU UNS BOATOS, INCLUSIVE COMENTEI NESTE BLOG, SOBRE UMA AGRESSÃO DE AÉCIO EM SUA NAMORADA... TAMBÉM SAIU UMA COLUNA NO ESTADÃO QUE FAZIA REFERÊNCIA A SUPOSTO VICIO DE AÉCIO DE CHEIRAR PÓ COM O TÍTULO: PÓ PARA GOVERNADOR...

AÉCIO TAMBÉM MONTOU SUA DEFESA E ATRAVÉS DO JORNAL O ESTADO DE MINAS, LEVOU ADIANTE UMA INVESTIGAÇÃO COM O REPORTER AMAURY RIBEIRO JR. MAS COMO AÉCIO DESISTIU EM DEZEMBRO NÃO FOI PUBLICADO NADA NO JORNAL... MAS AMAURY FICOU COM UM CALHAMAÇO DE MATERIAL E DECIDIU PUBLICAR UM LIVRO... PORÕES DA PRIVATARIA... É ESTE LIVRO QUE ASSUSTA SERRA... E LÁ TEM MESMO MUITA COISA SOBRE SUA FILHA VERONICA SERRA, INCLUSIVE SUA RELAÇÃO DE SOCIEDADE COM A IRMÃ DE DANIEL DANTAS E MUITO MAIS... ESTE LIVRO SERÁ LANÇADO DEPOIS DAS ELEIÇÕES...

PORTANTO TUDO INDICA QUE AS ESTRADAS LEVAM A MINAS NESTA HISTÓRIA DE QUEBRA DE SIGILO E DOSSIÊS ...

POR QUE A MÍDIA NÃO ESCLARECE ISSO MELHOR, OU AO MENOS COLOCA A VERDADE TODA...

As estradas levam a Minas


“Indignação. É com esse sentimento que os mineiros repelem a arrogância de lideranças políticas que, temerosas do fracasso a que foram levados por seus próprios erros de avaliação, pretendem dispor do sucesso e do reconhecimento nacional construído pelo governador Aécio Neves.
Pior. Fazem parecer obrigação do líder mineiro, a quem há pouco negaram espaço e voz, cumprir papel secundário, apenas para injetar ânimo e simpatia à chapa que insistem ser liderada pelo governador de São Paulo, José Serra, competente e líder das pesquisas de intenção de votos até então.”
Esses dois parágrafos abrem o editorial do Jornal Estado de Minas do dia três de fevereiro de 2010, quando da oferta da vice-candidatura a Aécio Neves na chapa encabeçada por José Serra. A oferta seria recusada pelo mineiro.
Terça feira, dia 31 de Agosto de 2010. 5 meses depois. Entrevista do então candidato a presidencia pelo PSDB José Serra no Jornal da Globo. O candidato que na pesquisa Ibope está 27 pontos atrás de sua adversária Dilma Roussef lança uma acusação a sua adversária. Ela e o seu partido foram responsáveis pela violação do sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra, divulgada pela Receita Federal no dia anterior.
Dilma que tem 51% das intenções de voto tem grandes chances de se eleger já no primeiro turno.
O que se vê a partir daí é a repercussão em seu programa eleitoral e na mídia da acusação iniciada pelo candidato no telejornal do dia anterior.
A imprensa investiga o caso e descobre uma série de irregularidades, falsificação de documentos, de assinaturas, e um despachante que teria sido filiado ao PT.
E no calor da campanha eleitoral supõe-se de imediato que a violação atenderia ao PT e a candidatura de Dilma Roussef, especialmente tendo o PT em seu currículo outros casos semelhantes.
Mas a motivação da violação não pode ser apenas suposta. Deve ser provada. Quem, quando e porque violaram os dados fiscais de Verônica Serra?
Histórico
A violação do sigilo de Verônica ocorreu em setembro de 2009. Há um ano atrás, quando Dilma nem Serra eram ainda candidatos.
A época, dentro do PT, Lula se movimentava para lançar Dilma Roussef, e o PSDB ainda debatia sobre quem seria o candidato, Aécio Neves ou José Serra. O editorial do jornal Estado de Minas dá bem o tom da batalha que se travou nessa disputa interna entre os tucanos.
Relatos contam que em São Paulo, aliados de Serra investigavam a vida de Aécio Neves. Em resposta, aliados de Aécio em Minas passaram a investigar José Serra. Ambos os lados se preparavam para uma guerra de contra-informação.
Do lado de Aécio, um dos repórteres escalados para a missão foi Amaury Ribeiro. Premiado repórter investigativo, ele foi contratado pelo Jornal Estado de Minas.
Em entrevista a Revista Carta Capital em 4 de junho, Amaury Ribeiro descreve sua missão:
“À época, explica, havia uma movimentação, atribuída ao deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), visceralmente ligado a Serra, para usar arapongas e investigar a vida do governador tucano Aécio Neves, de Minas Gerais. Justamente quando Aécio disputava a indicação como candidato à Presidência pelos tucanos. “O interesse suposto seria o de flagrar o adversário de Serra em situações escabrosas ou escândalos para tirá-lo do páreo”, diz o jornalista. “Entrei em campo, pelo outro lado, para averiguar o lado mais sombrio das privatizações, propinas, lavagem de dinheiro e sumiço de dinheiro público.””
Em 2009 quando o embate Aécio vs. Serra era mais intenso aconteceu então a quebra do sigilo da filha de Serra, Verônica.
Uma matéria da Folha de 5 de junho descreve a investigação realizada por Amaury no Estado de Minas:
“Repórter investigativo com passagens por Folha, “O Globo” e “Jornal do Brasil”, ele foi escalado para apurar eventuais irregularidades relacionadas ao outro presidenciável tucano, Serra.
O resultado das apurações do jornalista nunca foi publicado pelo jornal. “Ele trabalhava em várias investigações. Essa investigação específica não estava concluída quando ele pediu demissão no final de 2009″, diz o diretor de Redação do “Estado de Minas”, Josemar Gimenez.”
Na redação do Estado de Minas, Amaury era o principal responsável pelas investigações sobre José Serra. Repórter especial, sua rotina não envolvia bater ponto na redação, tinha o horário mais flexível, entrava e saía quando quizesse e viajava sempre que necessário.
Amaury pediu demissão do Estado de Minas em novembro de 2009. Dois meses antes, em setembro, o sigilo fiscal de Verônica Serra havia sido violado.
A briga interna no PSDB seria solucionada sem a necessidade de armas, pois Aécio Neves desiste da pré-candidatura em dezembro daquele ano. O repórter tinha então em suas mãos uma série de informações coletadas sobre José Serra que editou em um livro entitulado “Os porões da privataria” que prometeu publicar após as eleições.
Na introdução de seu livro o jornalista discorre extensamente sobre movimentações financeiras e o envolvimento de Verônica Serra em empresas no Brasil e no exterior.
Mas e o PT?
Do lado do PT, em setembro de 2009 a candidatura de Dilma Roussef não existia, e o partido ainda não conhecia o seu adversário, já que Aécio só desistiria da pré-candidatura em dezembro.
Deve-se ainda lembrar das boas relações do PT e PSDB em Minas Gerais. Ao contrário do que ocorre no resto do país, em Minas os dois partidos dialogam bem. O atual prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, foi eleito fruto da coalisão entre o ex-prefeito Fernando Pimentel do PT e Aécio Neves.
Amaury, meses depois de se demitir do Estado de Minas, vai trabalhar na campanha de Dilma Roussef, exatamente ao lado de Fernando Pimentel. Após acusações de que Pimentel e a pré-campanha de Dilma estariam produzindo um dossiê sobre Serra, Pimentel abandona a coordenação e Amaury vai para a TV Record, onde trabalha hoje.
O fato, no entanto é que a referida quebra do sigilo de Verônica Serra ocorreu quando Amaury Ribeiro ainda era funcionário do jornal Estado de Minas e preparava um eventual contra-ataque de Aécio a Serra.
Se o responsável pela quebra do sigilo foi Amaury ou qualquer outro reporter resta a Polícia Federal investigar. Mas pelo silêncio do Jornal Estado de Minas na semana passada, estampando manchetes sobre poluição em Belo Horizonte, enquanto os jornais no resto do país noticiavam o escandalo, é de se desconfiar que as estradas da quebra do sigilo de Verônica levam a Minas Gerais.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

É ISSO QUE VOCÊ VÊ NA MÍDIA SOBRE CUBA?

EMOCIANTE HISTÓRIA DE UMA JOVEM BRASILEIRA... LEIA COM ATENÇÃO... VEJA A DIFERENÇA DO QUE VOCÊ VÊ NA NOSSA MÍDIA SOBRE CUBA...
É este o caso da jovem Gisele Antunes Rodrigues, de 23 anos, ex-menina de rua de São Paulo, nascida em Ribeirão Pires, que deu a volta por cima e hoje está no terceiro ano de Medicina. Detalhe: ela estuda no Instituto Superior de Ciências Médicas de La Habana, em Cuba, onde estão matriculados outros 275 brasileiros.
Gisele veio passar as férias no Brasil e, na próxima semana, volta a Cuba. Como ela foi parar lá? Ninguém melhor do que a própria Gisele, que escreve muito bem, para nos contar como é a vida lá e como foi esta sua incrível travessia das ruas de São Paulo até cursar uma faculdade de Medicina em outro país.


Só mais uma brasileira
Saí de casa com 9 anos de idade porque minha mãe espancava eu e meu irmão. Não tínhamos comida, o básico para sobreviver. Meu pai nunca foi presente. É um alcoólatra que só vi duas vezes na vida. Minha mãe é uma mulher honesta, mas que não conseguia educar seus filhos. Já foi constatado que ela tem problemas mentais.
Ela trabalhava como cigana na Praça da República. Quando eu fugi de casa segui esse caminho, e encontrei uma grande quantidade de meninos e meninas de rua. Apresentei-me a um deles, este me ensinou como chegar em um albergue para jovens, e a partir desse momento passei a ser menina de rua. Só comparecia nessa instituição para comer, tomar banho e ter um pouco de infância (brincar). No meu quinto dia na rua, comecei a cheirar cola e depois maconha.
Alguns educadores preocupados com a minha situação tentavam me orientar, mas de nada valia. Foi quando me apresentaram a uma religiosa, a irmã Ana Maria, que me encaminhou para um abrigo, o Sol e Vida. Passei uns três anos lá e deixei de usar dogras. Esta instituição não era financiada pelo governo. Quando foi fechada, me encaminharam a outros abrigos da prefeitura, entre eles o Instituto Dom Bosco, do Bom Retiro. E assim foi, até os 17 anos.
Para alguém que usa droga, não era fácil seguir regras. Foi por muita persistência e um ótimo trabalho de vários educadores que eu consegui deixar a drogas, sair da desnutrição e recuperar a saúde após anemia grave.
Na infância, era rebelde, não queria aceitar a minha situação. Apenas queria ter uma família. Mas havia algo que eu valorizava _ a escola e os cursos que eu fazia na adolescência. Aos 14 anos de idade, comecei a jogar futebol, tive a minha primeira remuneração. Aos 16 anos, entrei em uma empresa, a Ericsson, que capacitava jovens dos abrigos para o mercado de trabalho. Essa empresa financiou meu curso de auxiliar de enfermagem e o inicio do técnico. O último não foi possível concluir.
Explico: existe uma lei nas instituições públicas segunda a qual o jovem a partir dos 17 anos e 11 meses não é mais sustentado pelo governo, tem que se manter sozinho. Como eu não tinha contato com a minha família, quando se aproximou a data de completar essa idade, entrei em desespero.
A sorte foi que a entidade, o Instituto Dom Bosco Bom Retiro, criou um projeto denominado Aquece Horizonte. Este projeto é uma república para jovens que, ao sair do abrigo, podem ficar lá até os 21 anos. Os coordenadores e patrocinadores acompanham o desenvolvimento do jovem neste período de amadurecimento.
As regras mais básicas da república são: trabalhar, estudar e querer vencer na vida. No segundo ano de república, eu desejava entrar na universidade, mas sabia que não tinha condições de pagar a faculdade de enfermagem ou conseguir passar na universidade pública.
Optei então por fazer a faculdade de pedagogia. É uma área que me encanta, e a única que podia pagar. No primeiro semestre da faculdade de pedagogia, um educador do abrigo, o Ivandro, me chamou pra uma conversa e me informou sobre um processo seletivo para estudar medicina em Cuba. Fiquei contente e aceitei participar da seleção.
Passei pelo processo seletivo no consulado cubano e estou desde 2007 em Cuba. Dou inicio ao terceiro ano de medicina no dia 06 de setembro de 2010. São 7 anos no país, sendo 6 de medicina e um de pré-médico.
Ir a Cuba foi minha maior conquista. Além de aprender sobre a medicina, aprendo sobre a vida, a importância dos valores. Antes de ir, sempre lia reportagens negativas sobre o país, mas quando cheguei lá, não foi isso que vi. Em Cuba, todos têm direito a educação, saúde, cultura, lazer e o básico pra sobreviver.
Li em muitas revistas que o Fidel Castro é um ditador, e descobri em Cuba, que ele é amado e idolatrado pelos cubanos. Escrevem que Cuba é o país da miséria. Mas de que tipo de miséria eles falam? Interpreto como miséria o que passei na infância. Em casa, não tinha água encanada, luz, comida.
Recordo que tinha dias em que eu, meu irmão e minha mãe não conseguíamos nos levantar da cama devido a fraqueza por falta de alimento. Tomávamos água doce pra esquecer a fome. Então, quando abro uma revista publicada no Brasil e nela está escrito que Cuba é um país miserável, eu me pergunto: se em Cuba, onde todos têm os direitos a saúde, educação, moradia, lazer e alimento, como podemos denominar o Brasil?
Temos um país com riqueza imensa, que conquistou o 8º lugar no ranking dos países mais ricos, mas sua riqueza se concentra nas mãos de poucos, com uns 60 % da população vivendo em uma miséria verdadeira, pior que a miséria da minha infância.
Cuba sofre um embargo econômico imposto pelos estados Unidos por ser um país socialista e é criticado por outros governos. No entanto, consegue dar bolsa para mais de 15 mil estrangeiros de vários países, se destaca na área da saúde (gratuita), educação (colegial, médio, técnico e superior gratuito para todos) e esporte (2º lugar no quadro de medalhas, na historia dos Jogos Panamericanos), é livre de analfabetismo.
A cada mil nascidos vivos morrem menos de 4. Vivenciando tudo isso, eu queria também que o Brasil fosse miserável como Cuba, como é escrito em varias revistas. Acho que o brasileiro estaria melhor e não seria tão comum encontrar tantos jovens sem educação, matando, roubando e se drogando nas ruas.
Vou passar mais quatro anos em Cuba e não quero deixar o curso por nada. Desejo concluir a faculdade e ajudar esse povo carente que sonha com melhoras na área da saúde, quero ajudar outros jovens a realizar os seus sonhos , como me ajudaram. Também pretendo apoiar meu irmão, que deseja estudar direito.
Tenho meu irmão como exemplo de superação. Saiu de casa com 13 anos de idade, mas não foi para uma instituição governamental. Morou em um cômodo que seu patrão lhe ofereceu. Enquanto eu estudava e fazia cursos, ele estava trabalhando para ter o pão de cada dia. Hoje, ele é um homem com 25 anos de idade, casado e tem uma filha linda, e mesmo assim encontra tempo pra me apoiar e me dar conselhos.
Foi muito bom visitar o Brasil. Depois de longos 13 anos tive um tipo de comunicação com a minha mãe. Isso pra mim é uma vitoria. Quero estar próxima dela quando voltar.
Conto um pouco da minha história, mas sei que muitos brasileiros ultrapassaram barreiras piores, até realizarem seus sonhos. Peço ao povo brasileiro que continue lutando. É período de eleições, peço também que todos votem com consciência, escolha a pessoa adequada pra administrar o nosso país tão injusto.
Gisele Antunes Rodrigues
Ser culto é o único modo de ser livre (José Martí)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

LULA X FHC OU DILMA X SERRA

COMPARE OS DOIS PROJETOS QUE ESTÃO EM JOGO COM NÚMEROS...

Dois projetos estarão em jogo. Um conservador e elitista que levou o Brasil à bancarrota. Outro mudancista, que permitiu ao País trilhar novos caminhos, com a inclusão de grande massa do povo no processo produtivo.
No debate será inevitável as comparações entre o atual governo e a era FHC. Mas será essa comparação que permitirá ao povo definir com mais clareza sua escolha. Se quer voltar ao passado ou se quer avançar rumo ao futuro.
Para ficar mais fácil fazer essa escolha, basta comparar alguns dados. Em vinte itens, veja a situação do Brasil antes, com FHC e depois, com Lula.
Nos tempos de FHC, o Risco Brasil estava em 2.700 pontos. Nos tempos de Lula, 200 pontos.
O salário mínimo quando Lula assumiu a Presidência da República, em 2003, estava em 64 dólares. Agora, está entre 290 e 300 dólares.
O dólar que valia R$ 3, agora vale R$ 1,78. FHC não pagou a dívida com o FMI. Lula pagou-a em dólar.
A indústria naval, tão importante para o desenvolvimento do País, FHC não mexeu. Lula reconstruiu.
FHC não construiu nenhuma nova universidade. Lula construiu dez novas universidades federais. Quanto às extensões universitárias, no governo do tucanato não houve nenhuma. No governo Lula foram 45.
As escolas técnicas foram esquecidas na era FHC. Ele não construiu uma sequer. Lula construiu 214.
No campo da economia, as reservas cambiais no governo FHC foram 185 bilhões de dólares negativos. No governo Lula, 239 bilhões de dólares positivos.
O crédito para o povo/PIB no governo tucano foi de apenas 14%. No governo Lula, com as políticas anticíclicas, alcançou 34%.
Em relação à infraestrutura, FHC não construiu nenhuma estrada de ferro. Pelo contrário, as privatizou. No governo Lula, três estão em andamento.
Quando Lula assumiu o governo, 90% das estradas rodoviárias estavam danificadas. Agora, 70% estão recuperadas.
No campo da indústria automobilística, na era FHC, 20% em baixa. Na era Lula, 30% em alta.
Nos oito anos em que FHC presidiu o País, houve quatro crises internacionais, que arrasaram o Brasil. Na era Lula, foi enfrentada uma grande crise, que o Brasil superou em razão das reservas acumuladas e das políticas anticíclicas empreendidas pelo governo.
O cambio no governo FH era fixo, e estourou o Tesouro Nacional. No governo Lula é flutuante, com ligeiras intervenções do Banco Central.
A taxa de juros Selic atingiu na era FHC incríveis 27%. No governo Lula chegou ao seu menor percentual desde quando foi criada, em 1983, 8,5%.
A mobilidade social no governo tucano foi de apenas 2 milhões de pessoas. No governo Lula, 23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza.
FHC criou apenas 780 mil empregos em oito anos. Lula criou 12 milhões.
O governo tucano nada investiu em infraestrutura. Com o PAC Lula pretende investir R$ 504 bilhões até 2010.
Por fim, no mercado internacional, o Brasil, no governo FHC não teve crédito. No governo Lula, o País foi reconhecido como investment grade pelas três maiores agências de classificação de risco internacionais. Ou seja, deixamos de ser um país em que o capital externo só entrava para especular para ser um país de investimentos. Estas são as comparações que os tucanos querem evitar a todo custo na peleja de 2010.

LULA E O PRECONCEITO

LULA EM CAMPO GRANDE MS, FAZ UM DISCURSO HISTÓRICO... MOSTRA O MAL QUE É PRECONCEITO E COMO ELE SOFREU... TAMBÉM MOSTRA MUITO BEM COMO NOSSA ELITE TEM COMPLEXO DE VIRA-LATA...
ASSISTA... VALE A PENA

http://www.youtube.com/watch?v=2fqgoMA2gCE&feature=player_embedded

quarta-feira, 2 de junho de 2010

E SE FOSSE O IRÃ?

E SE FOSSE O IRÃ QUE TIVESSE ATACADO UM NAVIO COM BANDEIRA BRANCA, O QUE A ONU DIRIA? O QUE OS EUA FARIAM? O QUE NOSSA MÍDIA MOSTRARIA? ESTA AÇÃO DO EXÉRCITO ISRAELENSE A MANDO DE SEUS GOVERNANTES É CLARO... AO MENOS SERVIU PARA ESCANCARAR A IMPARCIALIDADE DESTES ORGANISMOS, PAÍSES E MÍDIA... UM PAÍS QUE TEM ARMAS NUCLEARES, QUE NÃO ASSINOU E NÃO ASSINARÁ O TRATADO DE NÃO PROLIFERAÇÃO DE ARMAS NUCLEARES PODE ATACAR, MATAR INOCENTES PACIFICISTAS E FICA POR ISSO MESMO, AINDA SENDO QUE QUASE ACOBERTADOS, TOLERADOS E NÃO CENSURADOS ABERTAMENTE COMO SE DEVERIA... E SE FOSSE O IRÃ? E SE FOSSE CUBA OU VENEZUELA? O QUE DIRIAM? ISRAEL PODE? QUEM É MALUCO? QUEM É MAIS PERIGOSO? QUEM JÁ USOU A BOMBA ATÔMICA? QUEM DEMONSTROU QUE ATACA INOCENTES AOS OLHOS DO MUNDO E QUE TEM A BOMBA ATÔMICA? ESSE ATAQUE NÃO É INGENUIDADE TÁTICA É UM RECADO QUE ELES ESTÃO MANDANDO... E MESMO ASSIM SÃO TOLERADOS... POR ISSO O ACORDO QUE O LULA CONSEGUIU COM O IRÃ AINDA SAI MAIS FORTALECIDO, POIS É A BUSCA DE PAZ, É O DESEJO DO MUNDO... O QUE QUEREM OS EUA? INCLUSIVE HOJE (02-06) VOTARAM CONTRA UMA INVESTIGAÇÃO INDEPENDENTE NA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA ONU...

LEIA O QUE EDUARDO GUIMARÃES ESCREVEU NO SEU BLOG...

Desde que Israel trucidou centenas de crianças durante a sua ofensiva bestial sobre a Faixa de Gaza em 2008/2009 que perdi qualquer esperança de um dia o mundo conseguir dialogar com a nação que, atualmente, é a maior ameaça à humanidade. E que, ironicamente, é a nação belicosa mais “compreendida” pelas grandes potências e pela imprensa internacional.
A humanidade ter que aceitar os crimes hediondos que os israelenses praticam sem parar passou a ser um fato da vida sobretudo porque, à diferença de Irã, Cuba, Coréia do Norte e outros regimes fechados, Israel é considerado um país “democrático”.
No sentido de os cidadãos israelenses de primeira classe terem condições de escolher livremente seus governantes, sim, Israel é um país democrático. E é nesse ponto que a descontrolada potência militar do Oriente se torna mais perigosa, pois ser uma democracia lhe confere uma espécie de licença para matar, outorgada pelo Ocidente.
Essa licença se dá através do espaço indesculpável concedido pela imprensa internacional para as desculpas esfarrapadas e para as provas forjadas que Israel apresenta após cada massacre de pobres coitados armados com paus, pedras e, como se vê agora, também com estilingues e facas.
O vídeo divulgado por Israel que mostraria seus soldados sendo atacados ao desembarcarem nas naves da “Flotilha da Liberdade”, é uma piada. Homens e mulheres civis só atacariam com canos e estilingues uma força militar armada até com mísseis se essa gente tivesse sido atacada antes do desembarque israelense. Não foi ataque, foi resistência aos que atacavam, é óbvio.
É por isso que, neste momento, a imprensa daqui teve que recuar, porque a reação internacional contra o novo massacre perpetrado por Israel é de perplexidade e revolta – mais uma vez. Contudo, no dia de mais um crime israelense, imaginem o que fez a Globo. Simplesmente pôs um judeu simpaticão no programa do Jô Soares. De kipá na cabeça e tudo.
Enquanto escrevo, o entrevistado, cujo nome não me interessa, está enaltecendo Israel, suas forças armadas e sua cultura. Acaba de dizer que o ponto alto dos soldados israelenses é a moral deles, sua capacidade de doação ao próximo e outras barbaridades. Em seguida, começou a enumerar celebridades judias…
É claro que, num primeiro momento, a mídia daqui e de toda parte terá que criticar Israel. E as potências também. A covardia e a insanidade do ato que o país perpetrou gritam de forma ensurdecedora. Mas será só num primeiro momento. À diferença do que se faz contra Cuba ou Irã – que estão permanentemente sendo acusados -, contra Israel as críticas não sobreviverão uma mísera semana.
É assim que funciona a licença para matar que a mídia dá a esses assassinos dementes. Por meio da hipocrisia, do deboche, da falta de memória das massas e da impotência dos justos. Não demora, portanto, e Israel voltará a usar a licença macabra que o Ocidente lhe outorga.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

BRIZOLA NETO DENUNCIA MÍDIA E QUESTIONA TSE

LEIA O DISCURSO DO DEPUTADO BRIZOLA NETO DO PDT-RJ. MUITO CORAJOSO, MUITO INCISIVO... VALE A PENA... E SE GOSTAR LEIA MAIS NO BLOG TIJOLAÇO.COM

A base da democracia é o voto de cada brasileiro. A eleição tem que ser decidida nas urnas, não nos jornais, não na televisão e nem na Justiça. A eleição é a hora de o povo falar diretamente. Aquelas instituições não têm o direito de se substituírem ao povo, nessa decisão, como nós Deputados, não o temos.Assistimos a um processo eleitoral que está sendo levado pela mídia e pela Oposição, não às ruas, mas aos tribunais. O Presidente Lula está quase que proibido de falar o nome de quem apoia.As pesquisas dizem que metade dos brasileiros deseja votar no candidato do Presidente, mas a Oposição e a imprensa pressionam todo dia o Poder Judiciário para que o proíba de falar. Proíba, para ocultar ao povo que sua candidata é Dilma, enquanto José Serra desfila como lulista.A farsa depende do silêncio.Ora, senhoras e senhores, manifestar preferência não é pedir voto. Nós, aqui nesta casa, também somos agentes públicos. Não podemos usar nossos gabinetes, nossas cotas, os serviços pagos com dinheiro público para pedir votos. Isso está correto, corretíssimo.
Mas imaginem se fôssemos impedidos até de falar o nome de quem apoiamos. Somos agentes públicos e agentes políticos, tanto que só podemos estar aqui, como também só pode estar lá o Presidente, se filiados a um partido político.Quem está proibido de preferência partidária são os membros do Judiciário e os que atuam junto a ele, como a Procuradoria da República. Eles têm o dever da prudência e do equilíbrio, até para não tumultuarem as eleições. Ontem, uma Vice-Procuradora deu entrevista à Folha de S.Paulo em que,ao menos no que foi publicado, ameaça de cassação a candidatura Dilma.Hoje, na mesma Folha de S.Paulo, o Sr. Roberto Jefferson anuncia o expediente, expressamente proibido em lei, de entregar ao candidato Serra o horário de TV do PTB, como fez e está fazendo ainda o DEM, sem que o Ministério Público tenha sequer reagido.Há dois pesos e duas medidas? Mais rigor da lei para uns e nenhum para outros?
Nós vamos reagir com serenidade, pacifica e legalmente. Os democratas e patriotas deste País vão se unir a uma campanha pela legalidade como a que fez Brizola em 1961. Ninguém vai decidir em quem o povo pode ou não pode votar.Não ao golpe eleitoral! Não ao tapetão judicial!Eleição se ganha é no voto.