SE ALGUÉM AINDA NÃO CONHECE O SERRA... SEU MODO DE GOVERNAR (MINISTRO DE FHC) SEU JEITO TUCANO DE ADMINISTRAR (SALÁRIOS DOS PROFESSORES E PMs DE SP) SE ALGUÉM ACHA QUE O SERRA SÓ TEM UMA CARA ASSISTA ESTE VÍDEO...
SERRA ASSINOU UM COMPROMISSO EM 2004 QUE IRIA CUMPRIR TODO O MANDATO DE PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO, ISTO É, ATÉ 2008, MAS EM 2006 SAIU PARA SER CANDIDATO A GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, E AGORA NOVAMENTE NÃO CONCLUIU O MANDATO DE GOVERNADOR, SAIU ANTES PARA SER CANDIDATO A PRESIDENTE... NUNCA CUMPRE NEM OS MANDATOS... MUITO MENOS SUA PALAVRA, E O QUE PROMETE... E ELE MESMO DIZ QUE É FUNDAMENTAL DIZER A MESMA COISA HOJE E DIZER A MESMA COISA AMANHÃ... ELE JÁ MOSTROU QUE NÃO DIZ, E NÃO FAZ...
VOCÊ VAI QUERER PERDER TUDO O QUE O BRASIL CONQUISTOU ATÉ AGORA? CUIDADO... COM OS TUCANOS... ESTÃO QUERENDO VOLTAR...
http://www.youtube.com/watch?v=t3hnesiwlAs&feature=player_embedded
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
FREI BETTO: A VERDADEIRA DILMA
VEJA O QUE UM VERDADEIRO CRISTÃO FALA SOBRE A VIDA DE DILMA...
FREI BETTO DISPENSA APRESENTAÇÃO... E DESCULPE, QUEM NÃO SABE QUEM É FREI BETTO TALVEZ NÃO SEJA TÃO CRISTÃO ASSIM COMO GOSTA DE APREGOAR...
Frei Betto, brilhante: a verdadeira Dilma
por Frei Betto*
Conheço Dilma Rousseff desde criança. Éramos vizinhos na rua Major Lopes, em Belo Horizonte.Ela e Thereza, minha irmã, foram amigas de adolescência.
Anos depois, nos encontramos no presídio Tiradentes, em São Paulo. Ex-aluna de colégio religioso, dirigido por freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho.Nada tinha de “marxista ateia”.
Nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar, com violência, os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte.
Em 2003, deu-se meu terceiro encontro com Dilma, em Brasília, nos dois anos em que participei do governo Lula. De nossa amizade, posso assegurar que não passa de campanha difamatória -diria, terrorista- acusar Dilma Rousseff de “abortista” ou contrária aos princípios evangélicos.
Se um ou outro bispo critica Dilma, há que se lembrar que, por ser bispo, ninguém é dono da verdade.Nem tem o direito de julgar o foro íntimo do próximo.
Dilma, como Lula, é pessoa de fé cristã, formada na Igreja Católica.
Na linha do que recomenda Jesus, ela e Lula não saem por aí propalando, como fariseus, suas convicções religiosas. Preferem comprovar, por suas atitudes, que “a árvore se conhece pelos frutos”, como acentua o Evangelho.
É na coerência de suas ações, na ética de procedimentos políticos e na dedicação ao povo brasileiro que políticos como Dilma e Lula testemunham a fé que abraçam.
Sobre Lula, desde as greves do ABC, espalharam horrores: se eleito, tomaria as mansões do Morumbi, em São Paulo; expropriaria fazendas e sítios produtivos; implantaria o socialismo por decreto…
Passados quase oito anos, o que vemos? Um Brasil mais justo, com menos miséria e mais distribuição de renda, sem criminalizar movimentos sociais ou privatizar o patrimônio público, respeitado internacionalmente.
Até o segundo turno, nichos da oposição ao governo Lula haverão de ecoar boataria e mentiras. Mas não podem alterar a essência de uma pessoa. Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária ao conteúdo da fé cristã e aos princípios do Evangelho.
Certa vez indagaram a Jesus quem haveria de se salvar. Ele não respondeu que seriam aqueles que vivem batendo no peito e proclamando o nome de Deus. Nem os que vão à missa ou ao culto todos os domingos. Nem quem se julga dono da doutrina cristã e se arvora em juiz de seus semelhantes.
A resposta de Jesus surpreendeu: “Eu tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; estive enfermo e me visitastes; oprimido, e me libertastes…” (Mateus 25, 31-46). Jesus se colocou no lugar dos mais pobres e frisou que a salvação está ao alcance de quem, por amor, busca saciar a fome dos miseráveis, não se omite diante das opressões, procura assegurar a todos vida digna e feliz.
Isso o governo Lula tem feito, segundo a opinião de 77% da população brasileira, como demonstram as pesquisas. Com certeza, Dilma, se eleita presidente, prosseguirá na mesma direção.
*Frei Betto é frade dominicano, escritor e jornalista.
FREI BETTO DISPENSA APRESENTAÇÃO... E DESCULPE, QUEM NÃO SABE QUEM É FREI BETTO TALVEZ NÃO SEJA TÃO CRISTÃO ASSIM COMO GOSTA DE APREGOAR...
Frei Betto, brilhante: a verdadeira Dilma
por Frei Betto*
Conheço Dilma Rousseff desde criança. Éramos vizinhos na rua Major Lopes, em Belo Horizonte.Ela e Thereza, minha irmã, foram amigas de adolescência.
Anos depois, nos encontramos no presídio Tiradentes, em São Paulo. Ex-aluna de colégio religioso, dirigido por freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho.Nada tinha de “marxista ateia”.
Nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar, com violência, os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte.
Em 2003, deu-se meu terceiro encontro com Dilma, em Brasília, nos dois anos em que participei do governo Lula. De nossa amizade, posso assegurar que não passa de campanha difamatória -diria, terrorista- acusar Dilma Rousseff de “abortista” ou contrária aos princípios evangélicos.
Se um ou outro bispo critica Dilma, há que se lembrar que, por ser bispo, ninguém é dono da verdade.Nem tem o direito de julgar o foro íntimo do próximo.
Dilma, como Lula, é pessoa de fé cristã, formada na Igreja Católica.
Na linha do que recomenda Jesus, ela e Lula não saem por aí propalando, como fariseus, suas convicções religiosas. Preferem comprovar, por suas atitudes, que “a árvore se conhece pelos frutos”, como acentua o Evangelho.
É na coerência de suas ações, na ética de procedimentos políticos e na dedicação ao povo brasileiro que políticos como Dilma e Lula testemunham a fé que abraçam.
Sobre Lula, desde as greves do ABC, espalharam horrores: se eleito, tomaria as mansões do Morumbi, em São Paulo; expropriaria fazendas e sítios produtivos; implantaria o socialismo por decreto…
Passados quase oito anos, o que vemos? Um Brasil mais justo, com menos miséria e mais distribuição de renda, sem criminalizar movimentos sociais ou privatizar o patrimônio público, respeitado internacionalmente.
Até o segundo turno, nichos da oposição ao governo Lula haverão de ecoar boataria e mentiras. Mas não podem alterar a essência de uma pessoa. Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária ao conteúdo da fé cristã e aos princípios do Evangelho.
Certa vez indagaram a Jesus quem haveria de se salvar. Ele não respondeu que seriam aqueles que vivem batendo no peito e proclamando o nome de Deus. Nem os que vão à missa ou ao culto todos os domingos. Nem quem se julga dono da doutrina cristã e se arvora em juiz de seus semelhantes.
A resposta de Jesus surpreendeu: “Eu tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; estive enfermo e me visitastes; oprimido, e me libertastes…” (Mateus 25, 31-46). Jesus se colocou no lugar dos mais pobres e frisou que a salvação está ao alcance de quem, por amor, busca saciar a fome dos miseráveis, não se omite diante das opressões, procura assegurar a todos vida digna e feliz.
Isso o governo Lula tem feito, segundo a opinião de 77% da população brasileira, como demonstram as pesquisas. Com certeza, Dilma, se eleita presidente, prosseguirá na mesma direção.
*Frei Betto é frade dominicano, escritor e jornalista.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
2º turno - PARA O BRASIL SEGUIR MUDANDO - DILMA
O segundo turno e a revolução democrática no Brasil
Quem sabe, no segundo turno, Serra consiga travar um debate de melhor nível. Lamentavelmente, no primeiro turno, assumiu posições de extrema-direita. A mídia hegemônica, outra vez, aquela das três famílias, ou das poucas, reduzidas famílias, fez o que podia e o que não podia para desacreditar Dilma Rousseff, para apresentá-la como uma candidata sem condições, tentando sempre envolvê-la em escândalos. Dilma cresceu durante a campanha, desenvolveu sua capacidade de argumentação, enfrentou bem o seu principal adversário. Apresentou o programa da revolução democrática, baseada naquilo que foi realizado pelo governo Lula Agora é enfrentar o segundo turno com muita firmeza.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
DILMA E LULA DESMENTEM BOATOS
Lula deu o tiro de misericórdia nos boatos que a direita raivosa espalha contra Dilma por onde pode. Gravou um comercial para a TV, no qual lembrou que quando foi candidato, fizeram a mesma coisa contra ele, dizendo que iria até mudar a cor da bandeira do Brasil. E o que veio depois da sua eleição foi o aumento das liberdades e o progresso. Como acontecerá com Dilma.
VEJA O VÍDEO... ISSO TUDO FIZERAM COM O LULA... É SEMPRE ASSIM... A DIREITA RAIVOSA USA DE TODOS OS MEIOS, ENGANANDO, MENTINDO, INVENTANDO BOATOS... PARA CHEGAR AOS SEUS OBJETIVOS... E AGORA É CHEGAR AO SEGUNDO TURNO... ISTO É, LEVAR O SERRA A TODO CUSTO PARA O SEGUNDO TURNO... E PARA ISSO FAZEM ATÉ CAMPANHA PARA A MARINA... ATENTO AO SEU VOTO...
PARA CONTINUAR O GOVERNO LULA, É DILMA...
http://www.youtube.com/watch?v=kmI_2s-9154&feature=player_embedded
E PARA TIRAR TODAS AS DÚVIDAS QUANTO AOS BOATOS DILMA SE REUNIU COM LIDERANÇAS RELIGIOSAS E AFIRMOU QUE É CONTRA O ABORTO E QUE REPUDIA VEEMENTEMENTE OS BOATOS CALUNIOSOS QUE ESTÃO ESPALHANDO... VEJA NO IG
OUÇA A DILMA AFIRMANDO... AGORA É ELA MESMO, NÃO É BOATO...
http://www.youtube.com/watch?v=WIuuZcaCUZE&feature=player_embedded
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/com+liderancas+religiosas+dilma+quer+evitar+boataria/n1237786907739.html
E VEJA NO FINAL A CARTA DE APOIA DA IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS...
Com lideranças religiosas, Dilma quer conter boataria
Coordenação de campanha acredita que boatos seriam uma ofensiva para forçar um eventual segundo turno
Andréia Sadi, iG Brasília 29/09/2010
Para conter uma onda de boataria na rede, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, se reuniu nesta quarta-feira (29), em Brasília, com 27 lideranças religiosas. No encontro, a petista reafirmou ser contra o aborto e repudiou o boato que se espalhou na internet nesta etapa final de campanha que credita à Dilma a afirmação de que nem Jesus Cristo tiraria a eleição da candidata.
"Quero repudiar a afirmação que colocam na minha boca de que eu disse em algum momento que ganharia as eleições. É uma campanha difamatória (..) Isso é uma falsidade, tentativa de sair do submundo da política e denegrir uma pessoa . Eu sou cristã e jamais utilizaria o nome de Cristo em vão", justificou Dilma.
A petista voltou a dizer que é “pessoalmente contra o aborto” e que não convocará um plebiscito para alterar a lei mesmo se o PT defender mudanças no sentido da legalização. "Não se trata de desautorizar (o partido). Eu não concordo. Como presidente, não tomarei esta posição", afirmou.
Nos bastidores, o comando da campanha de Dilma detectou nos últimos dias várias iniciativas na rede de depoimentos fraudados atribuídos à candidata que, segundo integrantes da campanha, seriam para indispô-la com setores religiosos. Além da frase sobre Cristo, uma nota da CNBB estaria circulando com conteúdo que pede para os eleitores não votarem em Dilma, alegando que a candidata seria a favor do aborto.
A coordenação acredita que seria uma ofensiva para forçar um eventual segundo turno e admite preocupação com a perda do eleitorado nesse segmento. Por isso, a campanha contatou emergencialmente as lideranças para uma reunião na manhã desta quinta-feira para desfazer os boatos.
Carta e apoio
A Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil Ministério de Madureira soltou agora há pouco uma carta aberta à nação brasileira, em que reitera o apoio ‘total e irreversível’ à candidata e repudia os boatos. Assinada pelo Bispo Doutor Manoel Ferreira, a carta chama de ‘cruel e mentirosa’ a boataria que permeia os meios de comunicação. A entidade representa 50% das igrejas evangélicas do Brasil.
VEJA O VÍDEO... ISSO TUDO FIZERAM COM O LULA... É SEMPRE ASSIM... A DIREITA RAIVOSA USA DE TODOS OS MEIOS, ENGANANDO, MENTINDO, INVENTANDO BOATOS... PARA CHEGAR AOS SEUS OBJETIVOS... E AGORA É CHEGAR AO SEGUNDO TURNO... ISTO É, LEVAR O SERRA A TODO CUSTO PARA O SEGUNDO TURNO... E PARA ISSO FAZEM ATÉ CAMPANHA PARA A MARINA... ATENTO AO SEU VOTO...
PARA CONTINUAR O GOVERNO LULA, É DILMA...
http://www.youtube.com/watch?v=kmI_2s-9154&feature=player_embedded
E PARA TIRAR TODAS AS DÚVIDAS QUANTO AOS BOATOS DILMA SE REUNIU COM LIDERANÇAS RELIGIOSAS E AFIRMOU QUE É CONTRA O ABORTO E QUE REPUDIA VEEMENTEMENTE OS BOATOS CALUNIOSOS QUE ESTÃO ESPALHANDO... VEJA NO IG
OUÇA A DILMA AFIRMANDO... AGORA É ELA MESMO, NÃO É BOATO...
http://www.youtube.com/watch?v=WIuuZcaCUZE&feature=player_embedded
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/com+liderancas+religiosas+dilma+quer+evitar+boataria/n1237786907739.html
E VEJA NO FINAL A CARTA DE APOIA DA IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS...
Com lideranças religiosas, Dilma quer conter boataria
Coordenação de campanha acredita que boatos seriam uma ofensiva para forçar um eventual segundo turno
Andréia Sadi, iG Brasília 29/09/2010
Para conter uma onda de boataria na rede, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, se reuniu nesta quarta-feira (29), em Brasília, com 27 lideranças religiosas. No encontro, a petista reafirmou ser contra o aborto e repudiou o boato que se espalhou na internet nesta etapa final de campanha que credita à Dilma a afirmação de que nem Jesus Cristo tiraria a eleição da candidata.
"Quero repudiar a afirmação que colocam na minha boca de que eu disse em algum momento que ganharia as eleições. É uma campanha difamatória (..) Isso é uma falsidade, tentativa de sair do submundo da política e denegrir uma pessoa . Eu sou cristã e jamais utilizaria o nome de Cristo em vão", justificou Dilma.
A petista voltou a dizer que é “pessoalmente contra o aborto” e que não convocará um plebiscito para alterar a lei mesmo se o PT defender mudanças no sentido da legalização. "Não se trata de desautorizar (o partido). Eu não concordo. Como presidente, não tomarei esta posição", afirmou.
Nos bastidores, o comando da campanha de Dilma detectou nos últimos dias várias iniciativas na rede de depoimentos fraudados atribuídos à candidata que, segundo integrantes da campanha, seriam para indispô-la com setores religiosos. Além da frase sobre Cristo, uma nota da CNBB estaria circulando com conteúdo que pede para os eleitores não votarem em Dilma, alegando que a candidata seria a favor do aborto.
A coordenação acredita que seria uma ofensiva para forçar um eventual segundo turno e admite preocupação com a perda do eleitorado nesse segmento. Por isso, a campanha contatou emergencialmente as lideranças para uma reunião na manhã desta quinta-feira para desfazer os boatos.
Carta e apoio
A Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil Ministério de Madureira soltou agora há pouco uma carta aberta à nação brasileira, em que reitera o apoio ‘total e irreversível’ à candidata e repudia os boatos. Assinada pelo Bispo Doutor Manoel Ferreira, a carta chama de ‘cruel e mentirosa’ a boataria que permeia os meios de comunicação. A entidade representa 50% das igrejas evangélicas do Brasil.
domingo, 26 de setembro de 2010
MARINA: O CANTO DA SEREIA CONTINUA HIPNOTIZANDO... A SEGUNDA MORTE DE CHICO MENDES
DESDE O INICIO DA CANDIDATURA DA MARINA SEMPRE DISSE QUE ELA FOI SEDUZIDA PELO CANTO DA SEREIA... É LAMENTÁVEL QUE UMA PESSOA COM A HISTÓRIA (30 ANOS DE MILITÂNCIA) SE DEIXA LEVAR POR UMA SEDUÇÃO TÃO FALSA ASSIM... É MUITA INGENUIDADE OU OPORTUNISMO JOGAR SUA BIOGRAFIA NO RALO E SE PRESTAR A ALAVANCA DA POSSIBILIDADE DE UM PROJETO ELITISTA, CONSERVADOR E ANTINACIONAL VOLTAR AO PODER... E ELA TERIA CONDIÇÕES DE PERCEBER QUE SUA CANDIDATURA FOI USADA DESDE O PRIMEIRO DIA PARA TIRAR VOTOS DO ESPÓLIO ELEITORAL DE LULA, QUE SEGURAMENTE FARIA E VAI FAZER SUA SUCESSORA, E SABENDO DISSO A ELITE, A GRANDE MÍDIA FOI BENEVOLENTE COM A MARINA, FALOU BEM DELA, DEU CAPA DE REVISTA, ENTREVISTAS, PARECIAM SEMPRE "VERDES" NEO-AMBIENTALISTAS DE CARTEIRINHAS... MAS ISSO TUDO ERA PARA TIRAR VOTOS DE DILMA PARA VIABILIZAR SERRA (ELES ACHAVAM QUE COM ISSO SERRA GANHARIA NO PRIMEIRO TURNO, LEMBRA? MAS AGORA CONTINUAM FAZENDO ISSO PARA PODER COLOCAR SERRA NO SEGUNDO TURNO) E MARINA NÃO PERCEBEU? INGÊNUA? (A CARINHA DELA ATÉ PARECE, MAS NÃO É... POIS TEVE UM GRANDE MESTRE QUE NÃO TINHA NADA DE INGÊNUO, QUE TOMBOU LUTANTO, QUE NUNCA SE ENTREGOU E NÃO SE VENDEU - 'CHICO MENDES') QUE PENA MARINA... TRAIU CHICO MENDES... POIS ELE CERTAMENTE NÃO ACREDITARIA NO QUE VOCÊ ESTÁ ACREDITANDO...
E AGORA MARINA...? CONTINUAR TRAINDO 30 ANOS DE HISTÓRIA...? TRAIR SUA CONSCIÊNCIA QUE SABE MUITO BEM O QUE PROJETO DE SERRA REPRESENTA...? AJUDAR A GRANDE MÍDIA A LEVAR O SERRA PARA O SEGUNDO TURNO...? OU VOCÊ IMAGINA QUE ELES QUEREM VOCÊ NO SEGUNDO TURNO...? SANTA INGENUIDADE!!!
ESTÁ EM SUAS MÃOS... O QUE CHICO MENDES FARIA...? O QUE A SUA CONSCIÊNCIA FARIA...? É CLARO QUE SERIA UM GESTO DE MUITA GRANDEZA, E CONFESSO QUE NÃO ESPERO MAIS ISSO DE VOCÊ... MAS EM NOME DA DECÊNCIA E DA COERÊNCIA PERMITO-ME A SONHAR QUE É POSSÍVEL... EXISTE ESTE SONHO DENTRO DE VOCÊ, POIS JÁ TE ADMIREI... NÃO TRAI ISSO TAMBÉM...
AGORA TEREMOS UMA SEMANA DE INSUFLAÇÃO DO BALÃO VERDE... VÃO TENTAR SUBIR DE TODAS AS FORMAS... POR QUÊ? JÁ SABEMOS... NÃO PORQUE SÃO NEO-AMBIENTALISTAS DE CORAÇÃO, POIS SÃO OS MESMOS QUE SEMPRE DEFENDERAM OS GRANDES LATIFUNDIÁRIOS... AS GRANDES MINERADORAS... OS GRANDES PECUARISTAS... MAS SIM PORQUE QUEREM A TODO CUSTO COLOCAR O SERRA NO SEGUNDO TURNO, JÁ VIRAM QUE ELE SOZINHO NÃO CHEGA SEM A AJUDA DA MARINA... E VOCÊ MARINA VAI AJUDAR...? PENSE NISSO... VOCÊ VAI AJUDAR SERRA CHEGAR NO SEGUNDO TURNO... VAI TIRAR A POSSIBILIDADE DE PERMITIR A CONTINUIDADE DE UM GOVERNO APROVADO POR 95 % DA POPULAÇÃO...? VAI FAZER O JOGO DA ELITE DE 4% QUE SÃO CONTRA ESTE GOVERNO, INCLUINDO A GRANDE MÍDIA COMERCIAL QUE É O PIG...
AGORA TEREMOS AS "CELEBRIDADES" DECLARANDO APOIO... NÃO SE ILUDA... É O CANTO DA SEREIA AINDA... PARA VOCÊ CONTINUAR HIPNOTIZADA... PARA NÃO PENSAR... PARA NÃO OLHAR PARA TUA HISTÓRIA... AH QUANTO A SUA BANDEIRA DO MEIO AMBIENTE, DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PODE FICAR TRANQUILA E VOCÊ SABE MUITO BEM QUE ESTE GOVERNO VAI CONTINUAR COM ESTA BANDEIRA(DIGA-SE DE PASSAGEM HOJE ISSO É UM IMPERATIVO DE SOBREVIVÊNCIA, E A SOCIEDADE VAI ESTAR COBRANDO SEMPRE), POIS VOCÊ MESMA FOI MINISTRA DO MEIO AMBIENTE POR 6 ANOS E SAIU PORQUE QUIS... SEM PRESSÃO E COM LIBERDADE...
LEIA AINDA, A SEGUIR, ESTE BONITO ARTIGO DE GILSON CARONI... E PENSE... VEJA COMO NOSSA MÍDIA E ELITE SÃO ESTRATEGISTAS... SEMPRE QUERENDO NOS ENGANAR... ESPERO QUE VOCÊ PERCEBA O QUANTO ANTES... É O JOGO DELES... E ELES FAZEM DE TUDO...
VOTE CONSCIENTE... CONSCIENTE DAS HIPOCRISIAS QUE TENTAM SEDUZIR...
MARINA CERTAMENTE NÃO VAI RENUNCIAR... NÃO VAI DECLARAR APOIO... OU MESMO NÃO VAI DIZER: "PAREM DE ME USAR! NÃO SOU BOBA! SEI O QUE VOCÊS ESTÃO QUERENDO!" MAS VOCÊ PODE DIZER, INCLUSIVE COM SEU VOTO...
Marina, a segunda morte de Chico Mendes
Marina Silva e as novas florestas
por Gilson Caroni
O verdadeiro mestre não é somente o professor que sabe dar a aula com a lição na ponta da língua – é, sobretudo, aquele que sabe fazer discípulos. Quanto ao discípulo, é este mais do que o aluno que aproveita a lição na sala de aula. Na verdade, corresponde ao prolongamento do mestre, retendo-lhe o fascínio pelo resto da vida, como se o saber do professor continuasse a acompanhá-lo além do curso, alongando-lhe a presença.
Cortejada pela grande imprensa como possibilidade de levar a eleição para o segundo turno, Marina parece bailar nas decisões hamletianas: faz que vai e volta do meio para trás como cantilena do Grande Sertão. Já não convida mais seu coração para dar batalha. Quando está madura a oportunidade de colocar o Brasil na trilha das aspirações populares, a “cabocla de tantas malárias e alergias” coloca-se como linha auxiliar de uma elite desprovida de projeto de consenso para o país.
Rifando sua biografia, tergiversa sobre questões caras ao campo democrático-popular do qual, até bem pouco tempo, foi militante expressiva. A mulher que apostava na organização do povo como único agente capaz de resolver seus próprios problemas, elegendo suas prioridades e lutando para atingi-las, deu lugar a uma “celebridade” que, pretextando buscar um novo espaço político, reproduz o discurso dos editoriais reacionários. Deixou de dar valor ao partido político, ao sindicato, aos movimentos populacionais, às ações associativas. Esqueceu que são essas as instâncias capazes de superar um modo de vida que não corresponde às expectativas reais dos seres humanos de verdade.
Sua candidatura busca cobrir um vazio que não existe. Hoje, todos reconhecem que o crescimento econômico deve ser visto como condição necessária, mas não suficiente, do desenvolvimento social. O governo petista criou as condições políticas para o surgimento de uma nação que efetivamente combate a miséria e a pobreza extremas, implementando princípios econômicos que aumentaram a oferta de emprego e a remuneração condigna de trabalho.
Há oito anos, a visão progressista contempla valores ambientais imprescindíveis à saúde e ao bem-estar do ser humano, não isentando, como muitos querem crer, as elites regiamente capitalizadas nos tempos do consórcio demo-tucano. Sendo assim, onde estaria a novidade, e até mesmo a necessidade da agenda de Marina Silva?
Equilíbrio ambiental e desenvolvimento sustentável são elementos indispensáveis ao futuro do país. Exigem do movimento ecológico uma reformulação radical que o torne matriz de uma nova esquerda. A Amazônia é um exemplo. Seu desmatamento é obra conjunta de latifundiários, grandes empresários e empresas mineradoras. São os inimigos a serem confrontados prontamente. É essa a perspectiva da “doce” Marina e seus aliados recentes?
Quando em entrevista a uma revista semanal, a ex-ministra do Meio Ambiente disse: “tenho um sentimento que mistura gratidão e perda em relação ao PT. Sair do partido foi, para mim, um processo muito doloroso. Perdi quase 3 quilos. Foi difícil explicar até para meus filhos. No álbum de fotografias, cada um deles está sempre com uma estrelinha do partido. É como se eu tivesse dividido uma casa por muito tempo com um grupo de pessoas que me deram muitas alegrias e alguns constrangimentos. Mudei de casa, mas continuo na mesma rua, na mesma vizinhança“. Marina mistura oportunismo e desorientação espacial.
A senadora do PV sabe que, uma vez derrubada, a floresta não se recompõe. Que tipo de “empates” se propõe travar com as alianças escolhidas? O partido que a convidou para bailar sobrevive de parcerias antagônicas a sua antiga história de combatividade, coerência e superação. Como nas matas degradadas, a política tem fios de navalha onde tudo perde a cor e dificilmente se refaz. A rua e a vizinhança são decorrências geográficas de escolhas caras. No caso de Marina, tudo mudou.
Chico Mendes reafirmava que “se descesse um enviado dos Céus e me garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta, até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário. Então eu quero viver”.
Por sua discípula isso está cada vez mais improvável.
E AGORA MARINA...? CONTINUAR TRAINDO 30 ANOS DE HISTÓRIA...? TRAIR SUA CONSCIÊNCIA QUE SABE MUITO BEM O QUE PROJETO DE SERRA REPRESENTA...? AJUDAR A GRANDE MÍDIA A LEVAR O SERRA PARA O SEGUNDO TURNO...? OU VOCÊ IMAGINA QUE ELES QUEREM VOCÊ NO SEGUNDO TURNO...? SANTA INGENUIDADE!!!
ESTÁ EM SUAS MÃOS... O QUE CHICO MENDES FARIA...? O QUE A SUA CONSCIÊNCIA FARIA...? É CLARO QUE SERIA UM GESTO DE MUITA GRANDEZA, E CONFESSO QUE NÃO ESPERO MAIS ISSO DE VOCÊ... MAS EM NOME DA DECÊNCIA E DA COERÊNCIA PERMITO-ME A SONHAR QUE É POSSÍVEL... EXISTE ESTE SONHO DENTRO DE VOCÊ, POIS JÁ TE ADMIREI... NÃO TRAI ISSO TAMBÉM...
AGORA TEREMOS UMA SEMANA DE INSUFLAÇÃO DO BALÃO VERDE... VÃO TENTAR SUBIR DE TODAS AS FORMAS... POR QUÊ? JÁ SABEMOS... NÃO PORQUE SÃO NEO-AMBIENTALISTAS DE CORAÇÃO, POIS SÃO OS MESMOS QUE SEMPRE DEFENDERAM OS GRANDES LATIFUNDIÁRIOS... AS GRANDES MINERADORAS... OS GRANDES PECUARISTAS... MAS SIM PORQUE QUEREM A TODO CUSTO COLOCAR O SERRA NO SEGUNDO TURNO, JÁ VIRAM QUE ELE SOZINHO NÃO CHEGA SEM A AJUDA DA MARINA... E VOCÊ MARINA VAI AJUDAR...? PENSE NISSO... VOCÊ VAI AJUDAR SERRA CHEGAR NO SEGUNDO TURNO... VAI TIRAR A POSSIBILIDADE DE PERMITIR A CONTINUIDADE DE UM GOVERNO APROVADO POR 95 % DA POPULAÇÃO...? VAI FAZER O JOGO DA ELITE DE 4% QUE SÃO CONTRA ESTE GOVERNO, INCLUINDO A GRANDE MÍDIA COMERCIAL QUE É O PIG...
AGORA TEREMOS AS "CELEBRIDADES" DECLARANDO APOIO... NÃO SE ILUDA... É O CANTO DA SEREIA AINDA... PARA VOCÊ CONTINUAR HIPNOTIZADA... PARA NÃO PENSAR... PARA NÃO OLHAR PARA TUA HISTÓRIA... AH QUANTO A SUA BANDEIRA DO MEIO AMBIENTE, DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PODE FICAR TRANQUILA E VOCÊ SABE MUITO BEM QUE ESTE GOVERNO VAI CONTINUAR COM ESTA BANDEIRA(DIGA-SE DE PASSAGEM HOJE ISSO É UM IMPERATIVO DE SOBREVIVÊNCIA, E A SOCIEDADE VAI ESTAR COBRANDO SEMPRE), POIS VOCÊ MESMA FOI MINISTRA DO MEIO AMBIENTE POR 6 ANOS E SAIU PORQUE QUIS... SEM PRESSÃO E COM LIBERDADE...
LEIA AINDA, A SEGUIR, ESTE BONITO ARTIGO DE GILSON CARONI... E PENSE... VEJA COMO NOSSA MÍDIA E ELITE SÃO ESTRATEGISTAS... SEMPRE QUERENDO NOS ENGANAR... ESPERO QUE VOCÊ PERCEBA O QUANTO ANTES... É O JOGO DELES... E ELES FAZEM DE TUDO...
VOTE CONSCIENTE... CONSCIENTE DAS HIPOCRISIAS QUE TENTAM SEDUZIR...
MARINA CERTAMENTE NÃO VAI RENUNCIAR... NÃO VAI DECLARAR APOIO... OU MESMO NÃO VAI DIZER: "PAREM DE ME USAR! NÃO SOU BOBA! SEI O QUE VOCÊS ESTÃO QUERENDO!" MAS VOCÊ PODE DIZER, INCLUSIVE COM SEU VOTO...
Marina, a segunda morte de Chico Mendes
Marina Silva e as novas florestas
por Gilson Caroni
O verdadeiro mestre não é somente o professor que sabe dar a aula com a lição na ponta da língua – é, sobretudo, aquele que sabe fazer discípulos. Quanto ao discípulo, é este mais do que o aluno que aproveita a lição na sala de aula. Na verdade, corresponde ao prolongamento do mestre, retendo-lhe o fascínio pelo resto da vida, como se o saber do professor continuasse a acompanhá-lo além do curso, alongando-lhe a presença.
Cortejada pela grande imprensa como possibilidade de levar a eleição para o segundo turno, Marina parece bailar nas decisões hamletianas: faz que vai e volta do meio para trás como cantilena do Grande Sertão. Já não convida mais seu coração para dar batalha. Quando está madura a oportunidade de colocar o Brasil na trilha das aspirações populares, a “cabocla de tantas malárias e alergias” coloca-se como linha auxiliar de uma elite desprovida de projeto de consenso para o país.
Rifando sua biografia, tergiversa sobre questões caras ao campo democrático-popular do qual, até bem pouco tempo, foi militante expressiva. A mulher que apostava na organização do povo como único agente capaz de resolver seus próprios problemas, elegendo suas prioridades e lutando para atingi-las, deu lugar a uma “celebridade” que, pretextando buscar um novo espaço político, reproduz o discurso dos editoriais reacionários. Deixou de dar valor ao partido político, ao sindicato, aos movimentos populacionais, às ações associativas. Esqueceu que são essas as instâncias capazes de superar um modo de vida que não corresponde às expectativas reais dos seres humanos de verdade.
Sua candidatura busca cobrir um vazio que não existe. Hoje, todos reconhecem que o crescimento econômico deve ser visto como condição necessária, mas não suficiente, do desenvolvimento social. O governo petista criou as condições políticas para o surgimento de uma nação que efetivamente combate a miséria e a pobreza extremas, implementando princípios econômicos que aumentaram a oferta de emprego e a remuneração condigna de trabalho.
Há oito anos, a visão progressista contempla valores ambientais imprescindíveis à saúde e ao bem-estar do ser humano, não isentando, como muitos querem crer, as elites regiamente capitalizadas nos tempos do consórcio demo-tucano. Sendo assim, onde estaria a novidade, e até mesmo a necessidade da agenda de Marina Silva?
Equilíbrio ambiental e desenvolvimento sustentável são elementos indispensáveis ao futuro do país. Exigem do movimento ecológico uma reformulação radical que o torne matriz de uma nova esquerda. A Amazônia é um exemplo. Seu desmatamento é obra conjunta de latifundiários, grandes empresários e empresas mineradoras. São os inimigos a serem confrontados prontamente. É essa a perspectiva da “doce” Marina e seus aliados recentes?
Quando em entrevista a uma revista semanal, a ex-ministra do Meio Ambiente disse: “tenho um sentimento que mistura gratidão e perda em relação ao PT. Sair do partido foi, para mim, um processo muito doloroso. Perdi quase 3 quilos. Foi difícil explicar até para meus filhos. No álbum de fotografias, cada um deles está sempre com uma estrelinha do partido. É como se eu tivesse dividido uma casa por muito tempo com um grupo de pessoas que me deram muitas alegrias e alguns constrangimentos. Mudei de casa, mas continuo na mesma rua, na mesma vizinhança“. Marina mistura oportunismo e desorientação espacial.
A senadora do PV sabe que, uma vez derrubada, a floresta não se recompõe. Que tipo de “empates” se propõe travar com as alianças escolhidas? O partido que a convidou para bailar sobrevive de parcerias antagônicas a sua antiga história de combatividade, coerência e superação. Como nas matas degradadas, a política tem fios de navalha onde tudo perde a cor e dificilmente se refaz. A rua e a vizinhança são decorrências geográficas de escolhas caras. No caso de Marina, tudo mudou.
Chico Mendes reafirmava que “se descesse um enviado dos Céus e me garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta, até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário. Então eu quero viver”.
Por sua discípula isso está cada vez mais improvável.
sábado, 25 de setembro de 2010
A MÍDIA COMERCIAL EM GUERRA CONTRA LULA E DILMA
LEIA ESTE IMPORTANTE ARTIGO DE LEONARDO BOFF... ELE MOSTRA E ESCLARECE MUITO BEM A HIPOCRISIA DA MÍDIA COMERCIAL QUE FALA TANTO DE LIBERDADE DE EXPRESSÃO, LIBERDADE DE IMPRENSA, MAS SÃO OS PRIMEIROS E ÚNICOS A NÃO PRATICAR O QUE DENUNCIAM... OU MELHOR O QUE QUEREM NA VERDADE É LIBERDADE DA EMPRESA COMERCIAL PARA USAR E ABUSAR DE INVENÇÕES E DISTORÇÕES E NUNCA, NUNCA MESMO DANDO EXPRESSÃO AO OUTRO LADO QUE NÃO É O DELES... E O PIOR O QUE ESTAMOS VENDO HOJE: É QUE NÃO ESTÃO NEM CHECANDO SE É VERDADE MESMO A DENUNCIA... OU CRIMINALMENTE INVENTANDO BOATOS PARA VIRAREM FATOS, MENTIRAS E DIFAMAÇÕES QUE VIRAM DENUNCIAS COM AUREOLA DE VERDADE...
A MÍDIA COMERCIAL EM GUERRA CONTRA LULA E DILMA
por Leonardo Boff
Sou profundamente a favor da liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o silêncio obsequiosopelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o Brasil Nunca Mais onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.
Esta história de vida, me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.
Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como famiglia mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e xulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.
Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.
Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.
Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16).
Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.
Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de fazedores de cabeça do povo. Quando Lula afirmou que a opinião pública somos nós, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.
O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.
Outro conceito innovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.
O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.
O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.
Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.
*teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.
A MÍDIA COMERCIAL EM GUERRA CONTRA LULA E DILMA
por Leonardo Boff
Sou profundamente a favor da liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o silêncio obsequiosopelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o Brasil Nunca Mais onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.
Esta história de vida, me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.
Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como famiglia mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e xulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.
Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.
Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.
Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16).
Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.
Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de fazedores de cabeça do povo. Quando Lula afirmou que a opinião pública somos nós, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.
O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.
Outro conceito innovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.
O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.
O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.
Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.
*teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
O PAPEL DO PASTOR (BISPO D. DEMÉTRIO FALA DA MÍDA)
VEJA COMO SERIA UM BRASIL DIFERENTE SE TODOS OS BISPOS, SE TODAS AS IGREJAS TIVESSEM CORAGEM DE DIZER O QUE DOM DEMÉTRIO DISSE... ESSE É O VERDADEIRO PAPEL DE PASTORES, DE LÍDERES ESCLARECIDOS... MAS É UMA PENA QUE A GRANDE MAIORIA PARECE QUE VIVE NA IDADE MÉDIA AINDA E SÓ AJUDAM A ESPALHAR BOATOS DIFAMATÓRIOS E VER O DEMÔNIO EM TUDO ... (QUE TAL OLHAR NO ESPELHO ENTÃO...)
O fato relevante
Por D. Demétrio Valentini*
Nestas eleições um fato novo está acontecendo. Fato verdadeiramente relevante. Mas que não precisa ser publicado na grande imprensa. Aliás, o fato relevante consiste exatamente nisto: o povo já não se guia pelos “fatos relevantes” publicados pela mídia. A grande imprensa perdeu o poder de criar a “opinião pública”.
A “opinião pública” não coincide mais com a “opinião publicada”.
O povo encontrou outros caminhos para chegar às suas próprias opiniões, e traduzi-las em suas opções eleitorais.
Já houve eleições que mudaram de rumo por causa do impacto produzido pela divulgação de “fatos relevantes”, tidos assim porque assim divulgados pela grande imprensa.
Agora, a grande imprensa fica falando sozinha, enquanto o povo vai tomando suas decisões.
Bem que ela insiste em lançar fatos novos, na evidente tentativa de influenciar os eleitores, e mudar o rumo das eleições. Mas não encontram mais eco. São como foguetes pífios, que explodem sem produzir ruído.
A reiterada publicação de fatos, que ainda continua, já não encontra sua justificativa nas reações suscitadas, que inexistem. Assim, as publicações necessitam se apoiar mutuamente, uma confirmando o que divulga a outra, mostrando-se interdependentes mais que duas irmãs siamesas, tal a impressão que deixam, por exemplo, determinado jornal e determinada revista.
Esta autonomia frente à grande imprensa, se traduz também em liberdade diante das recomendações de ordem autoritária. Elas também já não influenciam. Ao contrário, parecem produzir efeito contrário. Quando mais o bispo insiste, mais o povo vota contra a opinião do bispo.
Este também é um “fato relevante”, às avessas. Não pela intervenção da Igreja no processo eleitoral. Mas pela constatação de que o povo dispensa suas recomendações, e faz questão de usar sua liberdade.
Este “fato relevante” antecede o próprio resultado eleitoral, e pode se tornar ponto de partida para um processo político muito promissor. O povo brasileiro mostra que já aprendeu a formar sua opinião a partir de “fatos concretos”, que ele experimenta no dia a dia, dos quais ele próprio é sujeito. Já passou o tempo das falácias divulgadas pela imprensa, onde o povo era reduzido a mero expectador.
Em tempos de eleições, como agora, fica mais fácil o povo identificar em determinadas candidaturas a concretização da nova situação que passou a viver nos últimos anos. Mas para consolidar esta mudança, e atingir um patamar de maior responsabilidade política, certamente será necessário trabalhar estes espaços novos de autonomia e de participação, que o povo começou a experimentar.
Temos aí o ponto de partida para engatar bem a proposta de uma urgente reforma política, e também de outras reformas estruturais, indispensáveis para superar os gargalos que impedem a implementação de um processo democrático amplo e eficaz.
O fato novo, a boa notícia, não consiste só em saber quem estará na Presidência da República, nos Governos Estaduais, e nos parlamentos nacionais e estaduais. A boa notícia é que o povo se mostra disposto a tomar posição e assumir o seu destino de maneira soberana e responsável.
* Matéria originalmente publicada no site Diocese de Jales
O fato relevante
Por D. Demétrio Valentini*
Nestas eleições um fato novo está acontecendo. Fato verdadeiramente relevante. Mas que não precisa ser publicado na grande imprensa. Aliás, o fato relevante consiste exatamente nisto: o povo já não se guia pelos “fatos relevantes” publicados pela mídia. A grande imprensa perdeu o poder de criar a “opinião pública”.
A “opinião pública” não coincide mais com a “opinião publicada”.
O povo encontrou outros caminhos para chegar às suas próprias opiniões, e traduzi-las em suas opções eleitorais.
Já houve eleições que mudaram de rumo por causa do impacto produzido pela divulgação de “fatos relevantes”, tidos assim porque assim divulgados pela grande imprensa.
Agora, a grande imprensa fica falando sozinha, enquanto o povo vai tomando suas decisões.
Bem que ela insiste em lançar fatos novos, na evidente tentativa de influenciar os eleitores, e mudar o rumo das eleições. Mas não encontram mais eco. São como foguetes pífios, que explodem sem produzir ruído.
A reiterada publicação de fatos, que ainda continua, já não encontra sua justificativa nas reações suscitadas, que inexistem. Assim, as publicações necessitam se apoiar mutuamente, uma confirmando o que divulga a outra, mostrando-se interdependentes mais que duas irmãs siamesas, tal a impressão que deixam, por exemplo, determinado jornal e determinada revista.
Esta autonomia frente à grande imprensa, se traduz também em liberdade diante das recomendações de ordem autoritária. Elas também já não influenciam. Ao contrário, parecem produzir efeito contrário. Quando mais o bispo insiste, mais o povo vota contra a opinião do bispo.
Este também é um “fato relevante”, às avessas. Não pela intervenção da Igreja no processo eleitoral. Mas pela constatação de que o povo dispensa suas recomendações, e faz questão de usar sua liberdade.
Este “fato relevante” antecede o próprio resultado eleitoral, e pode se tornar ponto de partida para um processo político muito promissor. O povo brasileiro mostra que já aprendeu a formar sua opinião a partir de “fatos concretos”, que ele experimenta no dia a dia, dos quais ele próprio é sujeito. Já passou o tempo das falácias divulgadas pela imprensa, onde o povo era reduzido a mero expectador.
Em tempos de eleições, como agora, fica mais fácil o povo identificar em determinadas candidaturas a concretização da nova situação que passou a viver nos últimos anos. Mas para consolidar esta mudança, e atingir um patamar de maior responsabilidade política, certamente será necessário trabalhar estes espaços novos de autonomia e de participação, que o povo começou a experimentar.
Temos aí o ponto de partida para engatar bem a proposta de uma urgente reforma política, e também de outras reformas estruturais, indispensáveis para superar os gargalos que impedem a implementação de um processo democrático amplo e eficaz.
O fato novo, a boa notícia, não consiste só em saber quem estará na Presidência da República, nos Governos Estaduais, e nos parlamentos nacionais e estaduais. A boa notícia é que o povo se mostra disposto a tomar posição e assumir o seu destino de maneira soberana e responsável.
* Matéria originalmente publicada no site Diocese de Jales
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