Lula deu o tiro de misericórdia nos boatos que a direita raivosa espalha contra Dilma por onde pode. Gravou um comercial para a TV, no qual lembrou que quando foi candidato, fizeram a mesma coisa contra ele, dizendo que iria até mudar a cor da bandeira do Brasil. E o que veio depois da sua eleição foi o aumento das liberdades e o progresso. Como acontecerá com Dilma.
VEJA O VÍDEO... ISSO TUDO FIZERAM COM O LULA... É SEMPRE ASSIM... A DIREITA RAIVOSA USA DE TODOS OS MEIOS, ENGANANDO, MENTINDO, INVENTANDO BOATOS... PARA CHEGAR AOS SEUS OBJETIVOS... E AGORA É CHEGAR AO SEGUNDO TURNO... ISTO É, LEVAR O SERRA A TODO CUSTO PARA O SEGUNDO TURNO... E PARA ISSO FAZEM ATÉ CAMPANHA PARA A MARINA... ATENTO AO SEU VOTO...
PARA CONTINUAR O GOVERNO LULA, É DILMA...
http://www.youtube.com/watch?v=kmI_2s-9154&feature=player_embedded
E PARA TIRAR TODAS AS DÚVIDAS QUANTO AOS BOATOS DILMA SE REUNIU COM LIDERANÇAS RELIGIOSAS E AFIRMOU QUE É CONTRA O ABORTO E QUE REPUDIA VEEMENTEMENTE OS BOATOS CALUNIOSOS QUE ESTÃO ESPALHANDO... VEJA NO IG
OUÇA A DILMA AFIRMANDO... AGORA É ELA MESMO, NÃO É BOATO...
http://www.youtube.com/watch?v=WIuuZcaCUZE&feature=player_embedded
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/com+liderancas+religiosas+dilma+quer+evitar+boataria/n1237786907739.html
E VEJA NO FINAL A CARTA DE APOIA DA IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS...
Com lideranças religiosas, Dilma quer conter boataria
Coordenação de campanha acredita que boatos seriam uma ofensiva para forçar um eventual segundo turno
Andréia Sadi, iG Brasília 29/09/2010
Para conter uma onda de boataria na rede, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, se reuniu nesta quarta-feira (29), em Brasília, com 27 lideranças religiosas. No encontro, a petista reafirmou ser contra o aborto e repudiou o boato que se espalhou na internet nesta etapa final de campanha que credita à Dilma a afirmação de que nem Jesus Cristo tiraria a eleição da candidata.
"Quero repudiar a afirmação que colocam na minha boca de que eu disse em algum momento que ganharia as eleições. É uma campanha difamatória (..) Isso é uma falsidade, tentativa de sair do submundo da política e denegrir uma pessoa . Eu sou cristã e jamais utilizaria o nome de Cristo em vão", justificou Dilma.
A petista voltou a dizer que é “pessoalmente contra o aborto” e que não convocará um plebiscito para alterar a lei mesmo se o PT defender mudanças no sentido da legalização. "Não se trata de desautorizar (o partido). Eu não concordo. Como presidente, não tomarei esta posição", afirmou.
Nos bastidores, o comando da campanha de Dilma detectou nos últimos dias várias iniciativas na rede de depoimentos fraudados atribuídos à candidata que, segundo integrantes da campanha, seriam para indispô-la com setores religiosos. Além da frase sobre Cristo, uma nota da CNBB estaria circulando com conteúdo que pede para os eleitores não votarem em Dilma, alegando que a candidata seria a favor do aborto.
A coordenação acredita que seria uma ofensiva para forçar um eventual segundo turno e admite preocupação com a perda do eleitorado nesse segmento. Por isso, a campanha contatou emergencialmente as lideranças para uma reunião na manhã desta quinta-feira para desfazer os boatos.
Carta e apoio
A Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil Ministério de Madureira soltou agora há pouco uma carta aberta à nação brasileira, em que reitera o apoio ‘total e irreversível’ à candidata e repudia os boatos. Assinada pelo Bispo Doutor Manoel Ferreira, a carta chama de ‘cruel e mentirosa’ a boataria que permeia os meios de comunicação. A entidade representa 50% das igrejas evangélicas do Brasil.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
MARINA: O CANTO DA SEREIA CONTINUA HIPNOTIZANDO... A SEGUNDA MORTE DE CHICO MENDES
DESDE O INICIO DA CANDIDATURA DA MARINA SEMPRE DISSE QUE ELA FOI SEDUZIDA PELO CANTO DA SEREIA... É LAMENTÁVEL QUE UMA PESSOA COM A HISTÓRIA (30 ANOS DE MILITÂNCIA) SE DEIXA LEVAR POR UMA SEDUÇÃO TÃO FALSA ASSIM... É MUITA INGENUIDADE OU OPORTUNISMO JOGAR SUA BIOGRAFIA NO RALO E SE PRESTAR A ALAVANCA DA POSSIBILIDADE DE UM PROJETO ELITISTA, CONSERVADOR E ANTINACIONAL VOLTAR AO PODER... E ELA TERIA CONDIÇÕES DE PERCEBER QUE SUA CANDIDATURA FOI USADA DESDE O PRIMEIRO DIA PARA TIRAR VOTOS DO ESPÓLIO ELEITORAL DE LULA, QUE SEGURAMENTE FARIA E VAI FAZER SUA SUCESSORA, E SABENDO DISSO A ELITE, A GRANDE MÍDIA FOI BENEVOLENTE COM A MARINA, FALOU BEM DELA, DEU CAPA DE REVISTA, ENTREVISTAS, PARECIAM SEMPRE "VERDES" NEO-AMBIENTALISTAS DE CARTEIRINHAS... MAS ISSO TUDO ERA PARA TIRAR VOTOS DE DILMA PARA VIABILIZAR SERRA (ELES ACHAVAM QUE COM ISSO SERRA GANHARIA NO PRIMEIRO TURNO, LEMBRA? MAS AGORA CONTINUAM FAZENDO ISSO PARA PODER COLOCAR SERRA NO SEGUNDO TURNO) E MARINA NÃO PERCEBEU? INGÊNUA? (A CARINHA DELA ATÉ PARECE, MAS NÃO É... POIS TEVE UM GRANDE MESTRE QUE NÃO TINHA NADA DE INGÊNUO, QUE TOMBOU LUTANTO, QUE NUNCA SE ENTREGOU E NÃO SE VENDEU - 'CHICO MENDES') QUE PENA MARINA... TRAIU CHICO MENDES... POIS ELE CERTAMENTE NÃO ACREDITARIA NO QUE VOCÊ ESTÁ ACREDITANDO...
E AGORA MARINA...? CONTINUAR TRAINDO 30 ANOS DE HISTÓRIA...? TRAIR SUA CONSCIÊNCIA QUE SABE MUITO BEM O QUE PROJETO DE SERRA REPRESENTA...? AJUDAR A GRANDE MÍDIA A LEVAR O SERRA PARA O SEGUNDO TURNO...? OU VOCÊ IMAGINA QUE ELES QUEREM VOCÊ NO SEGUNDO TURNO...? SANTA INGENUIDADE!!!
ESTÁ EM SUAS MÃOS... O QUE CHICO MENDES FARIA...? O QUE A SUA CONSCIÊNCIA FARIA...? É CLARO QUE SERIA UM GESTO DE MUITA GRANDEZA, E CONFESSO QUE NÃO ESPERO MAIS ISSO DE VOCÊ... MAS EM NOME DA DECÊNCIA E DA COERÊNCIA PERMITO-ME A SONHAR QUE É POSSÍVEL... EXISTE ESTE SONHO DENTRO DE VOCÊ, POIS JÁ TE ADMIREI... NÃO TRAI ISSO TAMBÉM...
AGORA TEREMOS UMA SEMANA DE INSUFLAÇÃO DO BALÃO VERDE... VÃO TENTAR SUBIR DE TODAS AS FORMAS... POR QUÊ? JÁ SABEMOS... NÃO PORQUE SÃO NEO-AMBIENTALISTAS DE CORAÇÃO, POIS SÃO OS MESMOS QUE SEMPRE DEFENDERAM OS GRANDES LATIFUNDIÁRIOS... AS GRANDES MINERADORAS... OS GRANDES PECUARISTAS... MAS SIM PORQUE QUEREM A TODO CUSTO COLOCAR O SERRA NO SEGUNDO TURNO, JÁ VIRAM QUE ELE SOZINHO NÃO CHEGA SEM A AJUDA DA MARINA... E VOCÊ MARINA VAI AJUDAR...? PENSE NISSO... VOCÊ VAI AJUDAR SERRA CHEGAR NO SEGUNDO TURNO... VAI TIRAR A POSSIBILIDADE DE PERMITIR A CONTINUIDADE DE UM GOVERNO APROVADO POR 95 % DA POPULAÇÃO...? VAI FAZER O JOGO DA ELITE DE 4% QUE SÃO CONTRA ESTE GOVERNO, INCLUINDO A GRANDE MÍDIA COMERCIAL QUE É O PIG...
AGORA TEREMOS AS "CELEBRIDADES" DECLARANDO APOIO... NÃO SE ILUDA... É O CANTO DA SEREIA AINDA... PARA VOCÊ CONTINUAR HIPNOTIZADA... PARA NÃO PENSAR... PARA NÃO OLHAR PARA TUA HISTÓRIA... AH QUANTO A SUA BANDEIRA DO MEIO AMBIENTE, DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PODE FICAR TRANQUILA E VOCÊ SABE MUITO BEM QUE ESTE GOVERNO VAI CONTINUAR COM ESTA BANDEIRA(DIGA-SE DE PASSAGEM HOJE ISSO É UM IMPERATIVO DE SOBREVIVÊNCIA, E A SOCIEDADE VAI ESTAR COBRANDO SEMPRE), POIS VOCÊ MESMA FOI MINISTRA DO MEIO AMBIENTE POR 6 ANOS E SAIU PORQUE QUIS... SEM PRESSÃO E COM LIBERDADE...
LEIA AINDA, A SEGUIR, ESTE BONITO ARTIGO DE GILSON CARONI... E PENSE... VEJA COMO NOSSA MÍDIA E ELITE SÃO ESTRATEGISTAS... SEMPRE QUERENDO NOS ENGANAR... ESPERO QUE VOCÊ PERCEBA O QUANTO ANTES... É O JOGO DELES... E ELES FAZEM DE TUDO...
VOTE CONSCIENTE... CONSCIENTE DAS HIPOCRISIAS QUE TENTAM SEDUZIR...
MARINA CERTAMENTE NÃO VAI RENUNCIAR... NÃO VAI DECLARAR APOIO... OU MESMO NÃO VAI DIZER: "PAREM DE ME USAR! NÃO SOU BOBA! SEI O QUE VOCÊS ESTÃO QUERENDO!" MAS VOCÊ PODE DIZER, INCLUSIVE COM SEU VOTO...
Marina, a segunda morte de Chico Mendes
Marina Silva e as novas florestas
por Gilson Caroni
O verdadeiro mestre não é somente o professor que sabe dar a aula com a lição na ponta da língua – é, sobretudo, aquele que sabe fazer discípulos. Quanto ao discípulo, é este mais do que o aluno que aproveita a lição na sala de aula. Na verdade, corresponde ao prolongamento do mestre, retendo-lhe o fascínio pelo resto da vida, como se o saber do professor continuasse a acompanhá-lo além do curso, alongando-lhe a presença.
Cortejada pela grande imprensa como possibilidade de levar a eleição para o segundo turno, Marina parece bailar nas decisões hamletianas: faz que vai e volta do meio para trás como cantilena do Grande Sertão. Já não convida mais seu coração para dar batalha. Quando está madura a oportunidade de colocar o Brasil na trilha das aspirações populares, a “cabocla de tantas malárias e alergias” coloca-se como linha auxiliar de uma elite desprovida de projeto de consenso para o país.
Rifando sua biografia, tergiversa sobre questões caras ao campo democrático-popular do qual, até bem pouco tempo, foi militante expressiva. A mulher que apostava na organização do povo como único agente capaz de resolver seus próprios problemas, elegendo suas prioridades e lutando para atingi-las, deu lugar a uma “celebridade” que, pretextando buscar um novo espaço político, reproduz o discurso dos editoriais reacionários. Deixou de dar valor ao partido político, ao sindicato, aos movimentos populacionais, às ações associativas. Esqueceu que são essas as instâncias capazes de superar um modo de vida que não corresponde às expectativas reais dos seres humanos de verdade.
Sua candidatura busca cobrir um vazio que não existe. Hoje, todos reconhecem que o crescimento econômico deve ser visto como condição necessária, mas não suficiente, do desenvolvimento social. O governo petista criou as condições políticas para o surgimento de uma nação que efetivamente combate a miséria e a pobreza extremas, implementando princípios econômicos que aumentaram a oferta de emprego e a remuneração condigna de trabalho.
Há oito anos, a visão progressista contempla valores ambientais imprescindíveis à saúde e ao bem-estar do ser humano, não isentando, como muitos querem crer, as elites regiamente capitalizadas nos tempos do consórcio demo-tucano. Sendo assim, onde estaria a novidade, e até mesmo a necessidade da agenda de Marina Silva?
Equilíbrio ambiental e desenvolvimento sustentável são elementos indispensáveis ao futuro do país. Exigem do movimento ecológico uma reformulação radical que o torne matriz de uma nova esquerda. A Amazônia é um exemplo. Seu desmatamento é obra conjunta de latifundiários, grandes empresários e empresas mineradoras. São os inimigos a serem confrontados prontamente. É essa a perspectiva da “doce” Marina e seus aliados recentes?
Quando em entrevista a uma revista semanal, a ex-ministra do Meio Ambiente disse: “tenho um sentimento que mistura gratidão e perda em relação ao PT. Sair do partido foi, para mim, um processo muito doloroso. Perdi quase 3 quilos. Foi difícil explicar até para meus filhos. No álbum de fotografias, cada um deles está sempre com uma estrelinha do partido. É como se eu tivesse dividido uma casa por muito tempo com um grupo de pessoas que me deram muitas alegrias e alguns constrangimentos. Mudei de casa, mas continuo na mesma rua, na mesma vizinhança“. Marina mistura oportunismo e desorientação espacial.
A senadora do PV sabe que, uma vez derrubada, a floresta não se recompõe. Que tipo de “empates” se propõe travar com as alianças escolhidas? O partido que a convidou para bailar sobrevive de parcerias antagônicas a sua antiga história de combatividade, coerência e superação. Como nas matas degradadas, a política tem fios de navalha onde tudo perde a cor e dificilmente se refaz. A rua e a vizinhança são decorrências geográficas de escolhas caras. No caso de Marina, tudo mudou.
Chico Mendes reafirmava que “se descesse um enviado dos Céus e me garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta, até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário. Então eu quero viver”.
Por sua discípula isso está cada vez mais improvável.
E AGORA MARINA...? CONTINUAR TRAINDO 30 ANOS DE HISTÓRIA...? TRAIR SUA CONSCIÊNCIA QUE SABE MUITO BEM O QUE PROJETO DE SERRA REPRESENTA...? AJUDAR A GRANDE MÍDIA A LEVAR O SERRA PARA O SEGUNDO TURNO...? OU VOCÊ IMAGINA QUE ELES QUEREM VOCÊ NO SEGUNDO TURNO...? SANTA INGENUIDADE!!!
ESTÁ EM SUAS MÃOS... O QUE CHICO MENDES FARIA...? O QUE A SUA CONSCIÊNCIA FARIA...? É CLARO QUE SERIA UM GESTO DE MUITA GRANDEZA, E CONFESSO QUE NÃO ESPERO MAIS ISSO DE VOCÊ... MAS EM NOME DA DECÊNCIA E DA COERÊNCIA PERMITO-ME A SONHAR QUE É POSSÍVEL... EXISTE ESTE SONHO DENTRO DE VOCÊ, POIS JÁ TE ADMIREI... NÃO TRAI ISSO TAMBÉM...
AGORA TEREMOS UMA SEMANA DE INSUFLAÇÃO DO BALÃO VERDE... VÃO TENTAR SUBIR DE TODAS AS FORMAS... POR QUÊ? JÁ SABEMOS... NÃO PORQUE SÃO NEO-AMBIENTALISTAS DE CORAÇÃO, POIS SÃO OS MESMOS QUE SEMPRE DEFENDERAM OS GRANDES LATIFUNDIÁRIOS... AS GRANDES MINERADORAS... OS GRANDES PECUARISTAS... MAS SIM PORQUE QUEREM A TODO CUSTO COLOCAR O SERRA NO SEGUNDO TURNO, JÁ VIRAM QUE ELE SOZINHO NÃO CHEGA SEM A AJUDA DA MARINA... E VOCÊ MARINA VAI AJUDAR...? PENSE NISSO... VOCÊ VAI AJUDAR SERRA CHEGAR NO SEGUNDO TURNO... VAI TIRAR A POSSIBILIDADE DE PERMITIR A CONTINUIDADE DE UM GOVERNO APROVADO POR 95 % DA POPULAÇÃO...? VAI FAZER O JOGO DA ELITE DE 4% QUE SÃO CONTRA ESTE GOVERNO, INCLUINDO A GRANDE MÍDIA COMERCIAL QUE É O PIG...
AGORA TEREMOS AS "CELEBRIDADES" DECLARANDO APOIO... NÃO SE ILUDA... É O CANTO DA SEREIA AINDA... PARA VOCÊ CONTINUAR HIPNOTIZADA... PARA NÃO PENSAR... PARA NÃO OLHAR PARA TUA HISTÓRIA... AH QUANTO A SUA BANDEIRA DO MEIO AMBIENTE, DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PODE FICAR TRANQUILA E VOCÊ SABE MUITO BEM QUE ESTE GOVERNO VAI CONTINUAR COM ESTA BANDEIRA(DIGA-SE DE PASSAGEM HOJE ISSO É UM IMPERATIVO DE SOBREVIVÊNCIA, E A SOCIEDADE VAI ESTAR COBRANDO SEMPRE), POIS VOCÊ MESMA FOI MINISTRA DO MEIO AMBIENTE POR 6 ANOS E SAIU PORQUE QUIS... SEM PRESSÃO E COM LIBERDADE...
LEIA AINDA, A SEGUIR, ESTE BONITO ARTIGO DE GILSON CARONI... E PENSE... VEJA COMO NOSSA MÍDIA E ELITE SÃO ESTRATEGISTAS... SEMPRE QUERENDO NOS ENGANAR... ESPERO QUE VOCÊ PERCEBA O QUANTO ANTES... É O JOGO DELES... E ELES FAZEM DE TUDO...
VOTE CONSCIENTE... CONSCIENTE DAS HIPOCRISIAS QUE TENTAM SEDUZIR...
MARINA CERTAMENTE NÃO VAI RENUNCIAR... NÃO VAI DECLARAR APOIO... OU MESMO NÃO VAI DIZER: "PAREM DE ME USAR! NÃO SOU BOBA! SEI O QUE VOCÊS ESTÃO QUERENDO!" MAS VOCÊ PODE DIZER, INCLUSIVE COM SEU VOTO...
Marina, a segunda morte de Chico Mendes
Marina Silva e as novas florestas
por Gilson Caroni
O verdadeiro mestre não é somente o professor que sabe dar a aula com a lição na ponta da língua – é, sobretudo, aquele que sabe fazer discípulos. Quanto ao discípulo, é este mais do que o aluno que aproveita a lição na sala de aula. Na verdade, corresponde ao prolongamento do mestre, retendo-lhe o fascínio pelo resto da vida, como se o saber do professor continuasse a acompanhá-lo além do curso, alongando-lhe a presença.
Cortejada pela grande imprensa como possibilidade de levar a eleição para o segundo turno, Marina parece bailar nas decisões hamletianas: faz que vai e volta do meio para trás como cantilena do Grande Sertão. Já não convida mais seu coração para dar batalha. Quando está madura a oportunidade de colocar o Brasil na trilha das aspirações populares, a “cabocla de tantas malárias e alergias” coloca-se como linha auxiliar de uma elite desprovida de projeto de consenso para o país.
Rifando sua biografia, tergiversa sobre questões caras ao campo democrático-popular do qual, até bem pouco tempo, foi militante expressiva. A mulher que apostava na organização do povo como único agente capaz de resolver seus próprios problemas, elegendo suas prioridades e lutando para atingi-las, deu lugar a uma “celebridade” que, pretextando buscar um novo espaço político, reproduz o discurso dos editoriais reacionários. Deixou de dar valor ao partido político, ao sindicato, aos movimentos populacionais, às ações associativas. Esqueceu que são essas as instâncias capazes de superar um modo de vida que não corresponde às expectativas reais dos seres humanos de verdade.
Sua candidatura busca cobrir um vazio que não existe. Hoje, todos reconhecem que o crescimento econômico deve ser visto como condição necessária, mas não suficiente, do desenvolvimento social. O governo petista criou as condições políticas para o surgimento de uma nação que efetivamente combate a miséria e a pobreza extremas, implementando princípios econômicos que aumentaram a oferta de emprego e a remuneração condigna de trabalho.
Há oito anos, a visão progressista contempla valores ambientais imprescindíveis à saúde e ao bem-estar do ser humano, não isentando, como muitos querem crer, as elites regiamente capitalizadas nos tempos do consórcio demo-tucano. Sendo assim, onde estaria a novidade, e até mesmo a necessidade da agenda de Marina Silva?
Equilíbrio ambiental e desenvolvimento sustentável são elementos indispensáveis ao futuro do país. Exigem do movimento ecológico uma reformulação radical que o torne matriz de uma nova esquerda. A Amazônia é um exemplo. Seu desmatamento é obra conjunta de latifundiários, grandes empresários e empresas mineradoras. São os inimigos a serem confrontados prontamente. É essa a perspectiva da “doce” Marina e seus aliados recentes?
Quando em entrevista a uma revista semanal, a ex-ministra do Meio Ambiente disse: “tenho um sentimento que mistura gratidão e perda em relação ao PT. Sair do partido foi, para mim, um processo muito doloroso. Perdi quase 3 quilos. Foi difícil explicar até para meus filhos. No álbum de fotografias, cada um deles está sempre com uma estrelinha do partido. É como se eu tivesse dividido uma casa por muito tempo com um grupo de pessoas que me deram muitas alegrias e alguns constrangimentos. Mudei de casa, mas continuo na mesma rua, na mesma vizinhança“. Marina mistura oportunismo e desorientação espacial.
A senadora do PV sabe que, uma vez derrubada, a floresta não se recompõe. Que tipo de “empates” se propõe travar com as alianças escolhidas? O partido que a convidou para bailar sobrevive de parcerias antagônicas a sua antiga história de combatividade, coerência e superação. Como nas matas degradadas, a política tem fios de navalha onde tudo perde a cor e dificilmente se refaz. A rua e a vizinhança são decorrências geográficas de escolhas caras. No caso de Marina, tudo mudou.
Chico Mendes reafirmava que “se descesse um enviado dos Céus e me garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta, até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário. Então eu quero viver”.
Por sua discípula isso está cada vez mais improvável.
sábado, 25 de setembro de 2010
A MÍDIA COMERCIAL EM GUERRA CONTRA LULA E DILMA
LEIA ESTE IMPORTANTE ARTIGO DE LEONARDO BOFF... ELE MOSTRA E ESCLARECE MUITO BEM A HIPOCRISIA DA MÍDIA COMERCIAL QUE FALA TANTO DE LIBERDADE DE EXPRESSÃO, LIBERDADE DE IMPRENSA, MAS SÃO OS PRIMEIROS E ÚNICOS A NÃO PRATICAR O QUE DENUNCIAM... OU MELHOR O QUE QUEREM NA VERDADE É LIBERDADE DA EMPRESA COMERCIAL PARA USAR E ABUSAR DE INVENÇÕES E DISTORÇÕES E NUNCA, NUNCA MESMO DANDO EXPRESSÃO AO OUTRO LADO QUE NÃO É O DELES... E O PIOR O QUE ESTAMOS VENDO HOJE: É QUE NÃO ESTÃO NEM CHECANDO SE É VERDADE MESMO A DENUNCIA... OU CRIMINALMENTE INVENTANDO BOATOS PARA VIRAREM FATOS, MENTIRAS E DIFAMAÇÕES QUE VIRAM DENUNCIAS COM AUREOLA DE VERDADE...
A MÍDIA COMERCIAL EM GUERRA CONTRA LULA E DILMA
por Leonardo Boff
Sou profundamente a favor da liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o silêncio obsequiosopelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o Brasil Nunca Mais onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.
Esta história de vida, me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.
Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como famiglia mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e xulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.
Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.
Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.
Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16).
Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.
Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de fazedores de cabeça do povo. Quando Lula afirmou que a opinião pública somos nós, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.
O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.
Outro conceito innovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.
O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.
O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.
Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.
*teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.
A MÍDIA COMERCIAL EM GUERRA CONTRA LULA E DILMA
por Leonardo Boff
Sou profundamente a favor da liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o silêncio obsequiosopelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o Brasil Nunca Mais onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.
Esta história de vida, me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.
Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como famiglia mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e xulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.
Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.
Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.
Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16).
Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.
Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de fazedores de cabeça do povo. Quando Lula afirmou que a opinião pública somos nós, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.
O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.
Outro conceito innovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.
O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.
O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.
Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.
*teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
O PAPEL DO PASTOR (BISPO D. DEMÉTRIO FALA DA MÍDA)
VEJA COMO SERIA UM BRASIL DIFERENTE SE TODOS OS BISPOS, SE TODAS AS IGREJAS TIVESSEM CORAGEM DE DIZER O QUE DOM DEMÉTRIO DISSE... ESSE É O VERDADEIRO PAPEL DE PASTORES, DE LÍDERES ESCLARECIDOS... MAS É UMA PENA QUE A GRANDE MAIORIA PARECE QUE VIVE NA IDADE MÉDIA AINDA E SÓ AJUDAM A ESPALHAR BOATOS DIFAMATÓRIOS E VER O DEMÔNIO EM TUDO ... (QUE TAL OLHAR NO ESPELHO ENTÃO...)
O fato relevante
Por D. Demétrio Valentini*
Nestas eleições um fato novo está acontecendo. Fato verdadeiramente relevante. Mas que não precisa ser publicado na grande imprensa. Aliás, o fato relevante consiste exatamente nisto: o povo já não se guia pelos “fatos relevantes” publicados pela mídia. A grande imprensa perdeu o poder de criar a “opinião pública”.
A “opinião pública” não coincide mais com a “opinião publicada”.
O povo encontrou outros caminhos para chegar às suas próprias opiniões, e traduzi-las em suas opções eleitorais.
Já houve eleições que mudaram de rumo por causa do impacto produzido pela divulgação de “fatos relevantes”, tidos assim porque assim divulgados pela grande imprensa.
Agora, a grande imprensa fica falando sozinha, enquanto o povo vai tomando suas decisões.
Bem que ela insiste em lançar fatos novos, na evidente tentativa de influenciar os eleitores, e mudar o rumo das eleições. Mas não encontram mais eco. São como foguetes pífios, que explodem sem produzir ruído.
A reiterada publicação de fatos, que ainda continua, já não encontra sua justificativa nas reações suscitadas, que inexistem. Assim, as publicações necessitam se apoiar mutuamente, uma confirmando o que divulga a outra, mostrando-se interdependentes mais que duas irmãs siamesas, tal a impressão que deixam, por exemplo, determinado jornal e determinada revista.
Esta autonomia frente à grande imprensa, se traduz também em liberdade diante das recomendações de ordem autoritária. Elas também já não influenciam. Ao contrário, parecem produzir efeito contrário. Quando mais o bispo insiste, mais o povo vota contra a opinião do bispo.
Este também é um “fato relevante”, às avessas. Não pela intervenção da Igreja no processo eleitoral. Mas pela constatação de que o povo dispensa suas recomendações, e faz questão de usar sua liberdade.
Este “fato relevante” antecede o próprio resultado eleitoral, e pode se tornar ponto de partida para um processo político muito promissor. O povo brasileiro mostra que já aprendeu a formar sua opinião a partir de “fatos concretos”, que ele experimenta no dia a dia, dos quais ele próprio é sujeito. Já passou o tempo das falácias divulgadas pela imprensa, onde o povo era reduzido a mero expectador.
Em tempos de eleições, como agora, fica mais fácil o povo identificar em determinadas candidaturas a concretização da nova situação que passou a viver nos últimos anos. Mas para consolidar esta mudança, e atingir um patamar de maior responsabilidade política, certamente será necessário trabalhar estes espaços novos de autonomia e de participação, que o povo começou a experimentar.
Temos aí o ponto de partida para engatar bem a proposta de uma urgente reforma política, e também de outras reformas estruturais, indispensáveis para superar os gargalos que impedem a implementação de um processo democrático amplo e eficaz.
O fato novo, a boa notícia, não consiste só em saber quem estará na Presidência da República, nos Governos Estaduais, e nos parlamentos nacionais e estaduais. A boa notícia é que o povo se mostra disposto a tomar posição e assumir o seu destino de maneira soberana e responsável.
* Matéria originalmente publicada no site Diocese de Jales
O fato relevante
Por D. Demétrio Valentini*
Nestas eleições um fato novo está acontecendo. Fato verdadeiramente relevante. Mas que não precisa ser publicado na grande imprensa. Aliás, o fato relevante consiste exatamente nisto: o povo já não se guia pelos “fatos relevantes” publicados pela mídia. A grande imprensa perdeu o poder de criar a “opinião pública”.
A “opinião pública” não coincide mais com a “opinião publicada”.
O povo encontrou outros caminhos para chegar às suas próprias opiniões, e traduzi-las em suas opções eleitorais.
Já houve eleições que mudaram de rumo por causa do impacto produzido pela divulgação de “fatos relevantes”, tidos assim porque assim divulgados pela grande imprensa.
Agora, a grande imprensa fica falando sozinha, enquanto o povo vai tomando suas decisões.
Bem que ela insiste em lançar fatos novos, na evidente tentativa de influenciar os eleitores, e mudar o rumo das eleições. Mas não encontram mais eco. São como foguetes pífios, que explodem sem produzir ruído.
A reiterada publicação de fatos, que ainda continua, já não encontra sua justificativa nas reações suscitadas, que inexistem. Assim, as publicações necessitam se apoiar mutuamente, uma confirmando o que divulga a outra, mostrando-se interdependentes mais que duas irmãs siamesas, tal a impressão que deixam, por exemplo, determinado jornal e determinada revista.
Esta autonomia frente à grande imprensa, se traduz também em liberdade diante das recomendações de ordem autoritária. Elas também já não influenciam. Ao contrário, parecem produzir efeito contrário. Quando mais o bispo insiste, mais o povo vota contra a opinião do bispo.
Este também é um “fato relevante”, às avessas. Não pela intervenção da Igreja no processo eleitoral. Mas pela constatação de que o povo dispensa suas recomendações, e faz questão de usar sua liberdade.
Este “fato relevante” antecede o próprio resultado eleitoral, e pode se tornar ponto de partida para um processo político muito promissor. O povo brasileiro mostra que já aprendeu a formar sua opinião a partir de “fatos concretos”, que ele experimenta no dia a dia, dos quais ele próprio é sujeito. Já passou o tempo das falácias divulgadas pela imprensa, onde o povo era reduzido a mero expectador.
Em tempos de eleições, como agora, fica mais fácil o povo identificar em determinadas candidaturas a concretização da nova situação que passou a viver nos últimos anos. Mas para consolidar esta mudança, e atingir um patamar de maior responsabilidade política, certamente será necessário trabalhar estes espaços novos de autonomia e de participação, que o povo começou a experimentar.
Temos aí o ponto de partida para engatar bem a proposta de uma urgente reforma política, e também de outras reformas estruturais, indispensáveis para superar os gargalos que impedem a implementação de um processo democrático amplo e eficaz.
O fato novo, a boa notícia, não consiste só em saber quem estará na Presidência da República, nos Governos Estaduais, e nos parlamentos nacionais e estaduais. A boa notícia é que o povo se mostra disposto a tomar posição e assumir o seu destino de maneira soberana e responsável.
* Matéria originalmente publicada no site Diocese de Jales
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
CONTRA OS 3 GRANDES MONOPÓLIOS: DO DINHEIRO, DA TERRA, DA PALAVRA
Contra os três grandes monopólios: do dinheiro, da terra, da palavra
por Emir Sader
Três grandes monopólios articulam as estruturas de poder das minorias na nossa sociedade e tem que ser quebrados, para que possamos seguir avançando na construção de uma sociedade econômica, social, política e culturalmente democrática.
O primeiro é o poder do dinheiro, monopolizado nas mãos de algumas instituições financeiras, nacionais e estrangeiras, que se apropriam dele para multiplicar seus lucros especulativos. As altas taxas de juros, o Banco Central independente de fato, contribuem para a manutenção e incremento desse monopólio, ao invés de colocar os recursos financeiros a serviço do desenvolvimento econômico e social de todo o país.
O segundo grande monopólio é o da terra, nas mãos de elites minoritárias que a exploram, por exemplo, sob forma de agronegócios de exportação de soja, com transgênicos, concentrando ainda mais a terra em poucas mãos, deteriorando as condições de cultivo, enquanto outros simplesmente mantém latifúndios improdutivos e uma grande massa de trabalhadores continua sem terra e não temos autosuficiência alimentar. É preciso democratizar o acesso à terra, gerar empregos e alimentos para o mercado interno, o que é feito pela pequena e média empresa.
O terceiro é o monopólio da palavra, exercido pelas famílias proprietárias da velha imprensa, que dirigem empresas sem nenhuma democracia, financiada pelas agências de publicidade e as grandes empresas que colocam anuncio nesses órgãos.
São três grandes monopólios privados, que resistem ao imenso processo de democratização em curso na sociedade brasileira. Esses monopólios têm que ser rompidos, com a democratização do uso dos recursos financeiros, da terra e dos meios de comunicação, para que o Brasil se torne, definitivamente, uma sociedade democrática.
por Emir Sader
Três grandes monopólios articulam as estruturas de poder das minorias na nossa sociedade e tem que ser quebrados, para que possamos seguir avançando na construção de uma sociedade econômica, social, política e culturalmente democrática.
O primeiro é o poder do dinheiro, monopolizado nas mãos de algumas instituições financeiras, nacionais e estrangeiras, que se apropriam dele para multiplicar seus lucros especulativos. As altas taxas de juros, o Banco Central independente de fato, contribuem para a manutenção e incremento desse monopólio, ao invés de colocar os recursos financeiros a serviço do desenvolvimento econômico e social de todo o país.
O segundo grande monopólio é o da terra, nas mãos de elites minoritárias que a exploram, por exemplo, sob forma de agronegócios de exportação de soja, com transgênicos, concentrando ainda mais a terra em poucas mãos, deteriorando as condições de cultivo, enquanto outros simplesmente mantém latifúndios improdutivos e uma grande massa de trabalhadores continua sem terra e não temos autosuficiência alimentar. É preciso democratizar o acesso à terra, gerar empregos e alimentos para o mercado interno, o que é feito pela pequena e média empresa.
O terceiro é o monopólio da palavra, exercido pelas famílias proprietárias da velha imprensa, que dirigem empresas sem nenhuma democracia, financiada pelas agências de publicidade e as grandes empresas que colocam anuncio nesses órgãos.
São três grandes monopólios privados, que resistem ao imenso processo de democratização em curso na sociedade brasileira. Esses monopólios têm que ser rompidos, com a democratização do uso dos recursos financeiros, da terra e dos meios de comunicação, para que o Brasil se torne, definitivamente, uma sociedade democrática.
domingo, 19 de setembro de 2010
MANCHETES QUE VIRAM PROPAGANDA ELEITORAL
LEIA ESTE COMENTÁRIO DE RICARDO KOTSCHO SOBRE ESTA PROPAGANDA CASADA QUE A GLOBO, A VEJA, A FOLHA E O ESTADÃO VEM FAZENDO JUNTO COM A CAMPANHA DO SERRA... CRIANDO FACTÓIDES, MENTIRAS, INVERSÕES ... E O MAIS RIDÍCULO É VER O CARÁTER DOS DENUNCIANTES OU ENTREVISTADOS DESTA MÍDIA HIPÓCRITA E GOLPISTA... E COMO DISSE O LULA EM CAMPINAS ONTEM (DIA 18/09) NOSSA MÍDIA É TIPICAMENTE UM PARTIDO DE OPOSIÇÃO... ASSUMEM ESTA POSTURA DIARIAMENTE NOS JORNAIS, REVISTAS E TVs NA FORMA DE SUA COBERTURA, MAS NÃO TEM CORAGEM DE ASSUMIR PUBLICAMENTE QUEM APOIAM E CONTRA QUEM SÃO... FICAM HIPOCRITAMENTE SE PASSANDO DE NEUTROS, IMPARCIAIS... MAS O POVO ESTÁ VENDO O VIÉS RANCOROSO, ELITISTA DA GRANDE MÍDIA... E AS PESQUISAS ESTÃO MOSTRANDO QUE NÃO SE DEIXAM MAIS INFLUENCIAR... VIRÁ MAIS BAIXARIAS POR AÍ ATÉ O DIA 03-10, MAS VAMOS GANHAR NO PRIMEIRO TURNO E DESMORALIZAR ESTA MÍDIA GOLPISTA QUE VAI FICAR COM SUA CREDIBILIDADE PROFUNDAMENTE ABALADA... MAS TEMOS INTERNET... BLOGS... COMO DISSE O LULA, NÃO PRECISAMOS MAIS DE FORMADORES DE OPINIÃO PÚBLICA COMO ELES QUEREM SER... NÓS LEMOS, ANALISAMOS, VEMOS, DISCUTIMOS E DECIDIMOS... E VOTAMOS... E ELES QUE ENGULAM MAIS UMA...
A propaganda que a Rede Globo vem fazendo no Jornal Nacional (JN no Ar) todos os dias, onde claramente só mostra a parte ruim do Brasil para que o povo vote no 45. Realmente, o casal do JN é 45. Isso é liberdade de imprensa?”
Esta é a liberdade de imprensa que os oligopólios de mídia defendem. Ninguém pode contestá-los. Trata-se de um direito absoluto, sem limites. O citado JN no Ar, por exemplo, levanta todo dia a bola dos problemas das cidades brasileiras, onde falta de tudo e nada funciona. No mínimo, tem lugar onde falta homem e tem lugar onde falta mulher… Logo em seguida, entra o programa do candidato José Serra para apresentar as soluções.
Na outra metade do programa tucano, em tabelinha com os principais veículos de comunicação do país, são apresentadas as manchetes dos jornais e revistas com denúncias contra a candidata Dilma Rousseff, o governo Lula e o PT, numa sucessão de escândalos sem fim até o dia de disparar a tal “bala de prata”.
Já não dá mais para saber onde acaba o telejornal e onde começa o horário político eleitoral, o que é fato e o que é ilação, o que é notícia e o que é propaganda. A estratégia não chega a ser original. Mas, desde o segundo turno entre Collor e Lula, em 1989, eu não via uma cobertura tão descarada, um engajamento tão ostensivo da imprensa a favor de um candidato e contra o outro.
O esquema é sempre o mesmo: no sábado, a revista Veja lança uma nova denúncia, que repercute no JN de sábado e nos jornalões de domingo, avançando pelos dias seguintes. A partir daí, começa uma gincana para ver quem acrescenta novos ingredientes ao escândalo, não importa que os denunciantes tenham acabado de sair da cadeia ou fujam do país em seguida. Vale tudo.
Como apenas 1,5 milhão de brasileiros lê jornal diariamente, num universo de 135 milhões de eleitores, ou seja, o que é quase nada, e a maioria destes leitores já tem posição política firmada e candidato escolhido, reproduzir as manchetes e o noticiário dos impressos na televisão, seja no telejornal de maior audiência ou no horário de propaganda eleitoral, é fundamental para atingir o objetivo comum: levar o candidato da oposição ao segundo turno, como aconteceu em 2006.
À medida em que o tempo passa e nada se altera nas pesquisas, que indicam a vitória de Dilma no primeiro turno, o desespero e a radicalização aumentam. Engana-se, porém, quem pensar que o eleitorado não está sacando tudo. Basta ler os comentários publicados nos diferentes espaços da internet _ este novo meio que a população vem utilizando mais a cada dia, para deixar de ser um agente passivo no mundo da informação e poder formar a sua própria opinião.
Em tempo: não tem jeito. Quanto mais denunciam, atacam, escandalizam, mais aumenta a diferença de Dilma para Serra. No novo Ibope divulgado esta noite pelo Jornal Nacional, o abismo entre os dois candidatos abriu de 24 para 26 pontos (51 a 25). O casal JN estava todo vestido de preto. A estratégia kamikase só está fazendo o candidato da oposição cair mais ainda nas pesquisas. Como vai ficar a credibilidade da imprensa depois das eleições?
A propaganda que a Rede Globo vem fazendo no Jornal Nacional (JN no Ar) todos os dias, onde claramente só mostra a parte ruim do Brasil para que o povo vote no 45. Realmente, o casal do JN é 45. Isso é liberdade de imprensa?”
Esta é a liberdade de imprensa que os oligopólios de mídia defendem. Ninguém pode contestá-los. Trata-se de um direito absoluto, sem limites. O citado JN no Ar, por exemplo, levanta todo dia a bola dos problemas das cidades brasileiras, onde falta de tudo e nada funciona. No mínimo, tem lugar onde falta homem e tem lugar onde falta mulher… Logo em seguida, entra o programa do candidato José Serra para apresentar as soluções.
Na outra metade do programa tucano, em tabelinha com os principais veículos de comunicação do país, são apresentadas as manchetes dos jornais e revistas com denúncias contra a candidata Dilma Rousseff, o governo Lula e o PT, numa sucessão de escândalos sem fim até o dia de disparar a tal “bala de prata”.
Já não dá mais para saber onde acaba o telejornal e onde começa o horário político eleitoral, o que é fato e o que é ilação, o que é notícia e o que é propaganda. A estratégia não chega a ser original. Mas, desde o segundo turno entre Collor e Lula, em 1989, eu não via uma cobertura tão descarada, um engajamento tão ostensivo da imprensa a favor de um candidato e contra o outro.
O esquema é sempre o mesmo: no sábado, a revista Veja lança uma nova denúncia, que repercute no JN de sábado e nos jornalões de domingo, avançando pelos dias seguintes. A partir daí, começa uma gincana para ver quem acrescenta novos ingredientes ao escândalo, não importa que os denunciantes tenham acabado de sair da cadeia ou fujam do país em seguida. Vale tudo.
Como apenas 1,5 milhão de brasileiros lê jornal diariamente, num universo de 135 milhões de eleitores, ou seja, o que é quase nada, e a maioria destes leitores já tem posição política firmada e candidato escolhido, reproduzir as manchetes e o noticiário dos impressos na televisão, seja no telejornal de maior audiência ou no horário de propaganda eleitoral, é fundamental para atingir o objetivo comum: levar o candidato da oposição ao segundo turno, como aconteceu em 2006.
À medida em que o tempo passa e nada se altera nas pesquisas, que indicam a vitória de Dilma no primeiro turno, o desespero e a radicalização aumentam. Engana-se, porém, quem pensar que o eleitorado não está sacando tudo. Basta ler os comentários publicados nos diferentes espaços da internet _ este novo meio que a população vem utilizando mais a cada dia, para deixar de ser um agente passivo no mundo da informação e poder formar a sua própria opinião.
Em tempo: não tem jeito. Quanto mais denunciam, atacam, escandalizam, mais aumenta a diferença de Dilma para Serra. No novo Ibope divulgado esta noite pelo Jornal Nacional, o abismo entre os dois candidatos abriu de 24 para 26 pontos (51 a 25). O casal JN estava todo vestido de preto. A estratégia kamikase só está fazendo o candidato da oposição cair mais ainda nas pesquisas. Como vai ficar a credibilidade da imprensa depois das eleições?
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
VEJA OUTROS VAZAMENTOS E A POSTURA DO SERRA... BEM DIFERENTE...
VEJA QUE INTERESSANTE ESTE VAZAMENTO QUE ACONTECEU ALGUNS ANOS ATRÁS... TODA A FAMÍLIA DO LULA, A FAMÍLIA DO SERRA E MAIS 100 MILHÕES DE BRASILEIROS, MAS O MAIS INTERESSANTE QUE AQUI VEMOS UM SERRA NÃO TÃO INDIGNADO... NÃO TÃO REVOLTADO... E A PRÓPRIA MÍDIA NÃO FEZ TODO ESTE ESCÂNDALO... E VEJA QUE SAIU DA PM DE SÃO PAULO...
Esse video aqui, do SBT de alguns anos atrás, quando se soube que na rua Santa Efigenia se comprava a senha para acessar mais de 17 milhões de sigilos fiscais, mostra um Serra muito tranquilo, falando que toda sua familia tinha sido acessada, e que era um absurdo, mas ficando claro que isso já era totalmente conhecido. Está sendo feita uma tempestade em copo dágua, apenas com finalidade eleitoral…
http://www.youtube.com/watch?v=pIKDfaN5K5A&feature=related
Esse video aqui, do SBT de alguns anos atrás, quando se soube que na rua Santa Efigenia se comprava a senha para acessar mais de 17 milhões de sigilos fiscais, mostra um Serra muito tranquilo, falando que toda sua familia tinha sido acessada, e que era um absurdo, mas ficando claro que isso já era totalmente conhecido. Está sendo feita uma tempestade em copo dágua, apenas com finalidade eleitoral…
http://www.youtube.com/watch?v=pIKDfaN5K5A&feature=related
Assinar:
Postagens (Atom)
